Brasil
12/11/2007 - 16h16

Relatora sugere que governo corte gastos para substituir fim da CPMF

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) apresentou hoje à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado seu relatório contrário à manutenção da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) no país. Em uma hora de apresentação, a senadora apresentou a tese de que o governo não terá prejuízos se deixar de recolher a contribuição --que soma cerca de R$ 40 bilhões anuais à União.

Segundo a relatora, o governo poderá garantir a arrecadação desse total por ano se seguir à risca cinco determinações sugeridas no texto: aumento da arrecadação tributária; corte de despesas de custeio da administração pública; cancelamento de despesas de capital não empenhadas, redução das despesas com juros, além de utilizar o superávit financeiro do país.

Alan Marques/Folha Imagem
Na CCJ, Katia Abreu recomenda redução de gastos para substituir fim da CPMF
Na CCJ, Katia Abreu recomenda redução de gastos para substituir fim da CPMF

"O fim da CPMF trará benefícios à economia brasileira como um todo, proporcionando juros menores, maior crescimento econômico, menor carga tributária e, consequentemente, mais emprego e renda para a população", diz a senadora no relatório.

Apesar de sugerir o fim da contribuição, Kátia Abreu garantiu que não haverá prejuízos à manutenção de programas do governo federal como o Bolsa Família --principal argumento dos governistas favoráveis à prorrogação da CPMF.

A senadora disse que o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza é composto por recursos de diversas fontes --e não apenas do percentual de 0,08% previstos pela CPMF ao fundo.

"Nós não daremos prejuízo à saúde, ao Bolsa Família nem ao equilíbrio da nossa economia. O que queremos mostrar é que o Brasil precisa de disciplina orçamentária para aliviar a carga do povo brasileiro", disse a relatora.

A relatora também assegura, no texto, que o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) também não sofrerá abalos se a CPMF não for prorrogada pelo Congresso. "A parcela de investimentos da União é de apenas 13,4% do valor [do PAC]. É errada a visão que o fim da CPMF prejudicaria os investimentos no PAC, programa que será quase integralmente financiado pelas empresas estatais e pelo setor privado."

Redução da carga

A relatora fez uma ampla defesa da redução da carga tributária nacional, com números que comprovariam o seu crescimento na última década. "Em 2005, o Brasil ostentou carga tributária de 33,7% de seu PIB. Em 2006 a tributação atingiu 35,2% do PIB e deverá crescer mais um ponto percentual em 2007", criticou a relatora.

Mesmo defendendo a extinção da CPMF, a relatora propôs a manutenção da DRU (Desvinculação das Receitas da União). Kátia Abreu sugeriu, no entanto, que a partir de 2009 a incidência da DRU não valerá mais sobre recursos da área de educação.

"Proponho que a partir de 1º de janeiro de 2009 seja afastada a desvinculação do percentual de recursos vinculados à manutenção e desenvolvimento do ensino previsto na Constituição Federal", diz o texto.

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Comentários dos leitores
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
É errado fazer essa divisão de quem merece mais ou quem merece menos, pois, a princípio, todos os partidos são iguais. No entanto, nós sabemos disso, que, se o DEM ou o PSDB estivesse no poder, ele também iriam fazer a mesma coisa. Isso sempre existirá nessa política pobre que é a brasileira. sem opinião
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Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
VIVA O PMDB: ESTÁ SEMPRE PRONTO PARA PREJUDICAR O POVO. QUE SAUDADE DE ULISSES
GUIMARÃES. O povo Brasileiro não aguenta mais.
sem opinião
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osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
Tentem diminuir os cargos públicos nomeados que sobrara dinheiro mesmo sem aumentar os impostos sem opinião
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