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Brasil
13/11/2007 - 10h48

Governo admite reduzir alíquota da CPMF em 2008 para aprovar prorrogação

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O ministro Guido Mantega (Fazenda) admitiu nesta terça-feira que o governo examina reduzir a alíquota de 0,38% da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) em 2008.

Segundo Mantega, o objetivo é aprovar a prorrogação do imposto do cheque até 2011, sem alterar o mesmo texto submetido à Câmara.

"Temos que aprovar [a redução da alíquota] sem ser no relatório, caso contrário, o texto teria que voltar para a Câmara, o que seria inviável", afirmou o ministro, ao chegar no Senado para uma reunião dedicada às negociações em busca da aprovação da CPMF na Casa.

Mantega se reúne com o ministro Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais), o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e senadores de partidos que pertencem à base de apoio ao Palácio do Planalto. A reunião foi definida ontem à noite por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que quer garantias de vitória na votação da CPMF.

O ministro disse que o governo vai obter os 49 votos necessários nos dois turnos de votação no plenário do Senado para aprovação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que prorroga a cobrança da CPMF até 2011. No entanto, ele não quis arriscar um placar sobre a votação do tema na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa --que ocorrerá na tarde de hoje. "Certamente venceremos na CCJ", resumiu.

Acordo

Para conquistar os votos dos "rebeldes" do PMDB em favor da prorrogação do imposto do cheque, o governo federal pretende atender à reivindicação do partido de reduzir a alíquota da contribuição em 2008 --que hoje é de 0,38%.

A tendência é de o governo propor uma redução de 0,02 ponto percentual --que derrubaria a alíquota para 0,36%.

Negociações

A CCJ analisa nesta terça-feira o relatório da senadora Kátia Abreu (DEM-TO), que recomenda o fim da cobrança da CPMF. Ontem, governistas pediram vista coletiva ao relatório da senadora.

Mantega criticou a proposta de Abreu chamando-a de "simplista". "[A proposta de Kátia Abreu] é uma proposta simplista que não consegue ser comprovada. Isso não tem fundamento na realidade", reagiu.

Na reunião ontem, Jucá apresentou voto em separado à matéria com o pedido para que a CPMF seja prorrogada até 2011. Se o texto de Kátia Abreu for rejeitado hoje pela comissão, o líder governista deve se tornar o novo relator da proposta que prorroga a CPMF até 2011 na CCJ.

Reivindicações

Além da redução da alíquota, os aliados reuniram uma lista de reivindicações que vai desde a redução da carga tributária nacional à rejeição à perda de arrecadação nos Estados e municípios para compensação no Imposto de Renda, além do apoio à isenção da CPMF para quem recebe até R$ 4.360.

As propostas devem ser atendidas pelo governo pois já haviam sido levantadas pela equipe econômica durante as negociações com o PSDB.

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Comentários dos leitores
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
É errado fazer essa divisão de quem merece mais ou quem merece menos, pois, a princípio, todos os partidos são iguais. No entanto, nós sabemos disso, que, se o DEM ou o PSDB estivesse no poder, ele também iriam fazer a mesma coisa. Isso sempre existirá nessa política pobre que é a brasileira. sem opinião
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Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
VIVA O PMDB: ESTÁ SEMPRE PRONTO PARA PREJUDICAR O POVO. QUE SAUDADE DE ULISSES
GUIMARÃES. O povo Brasileiro não aguenta mais.
sem opinião
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osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
Tentem diminuir os cargos públicos nomeados que sobrara dinheiro mesmo sem aumentar os impostos sem opinião
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