13/07/2002
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05h49
da Folha de S.Paulo
O presidenciável do PSB, Anthony Garotinho, afirmou ontem que a Rede Globo censurou uma resposta sua sobre a divulgação do conteúdo das fitas com gravações de conversas em que supostamente autoriza assessores a pagar suborno a um fiscal da Receita Federal, em 1995.
"Fizeram-me gravar ontem [anteontem] e hoje [ontem] e censuraram." Garotinho disse que gravou para uma equipe do "Jornal Nacional" no Rio, na quinta-feira, e em São Paulo, ontem, repetindo uma mesma frase. Dizia, segundo seu relato, que liberava o conteúdo das fitas, mas sugeria também a divulgação de outras supostas fitas com gravações ilegais.
"Gravei dizendo: a Rede Globo tem o direito de divulgar as fitas, mas, para não parecer perseguição ao Garotinho, divulguem também as fitas com o arrecadador de dinheiro da campanha [do candidato do PSDB José] Serra e as fitas do PT em Santo André."
Ontem, no "Jornal Nacional", o apresentador William Bonner afirmou que a emissora não iria divulgar o conteúdo das fitas porque Garotinho tinha condicionado a divulgação à apresentação de sua declaração. "Em vez de se defender, como seria legítimo, atacou [na gravação] os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e José Serra, do PSDB, com insinuações sem provas", afirmou. "A TV Globo lamenta a atitude do candidato e espera a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o assunto, que, espera-se, será a favor da liberdade de imprensa."
A Folha apurou que o STF deve arquivar o pedido da emissora para a divulgação das fitas. O entendimento dos ministros é que a Rede Globo entrou com um recurso, o pedido de suspensão de segurança, que só pode ser utilizado por administrações públicas.
Segundo Garotinho, "uma pessoa" da Rede Globo teria procurado por ele anteontem dizendo que sua resposta não seria usada por não ser "adequada". Ele não quis revelar quem seria essa pessoa.
A afirmação foi feita em São Paulo depois de encontro com investidores estrangeiros na Câmara Americana de Comércio.
Garotinho negou que sua advogada, Roseli Ribeiro Carvalho Pessanha, tenha pedido anteontem 24 horas para autorizar o conteúdo das fitas para a Rede Globo. "A TV Globo não divulgou porque não quis divulgar junto minha resposta", afirmou.
Ao ser indagado se iria tomar alguma atitude legal em relação à suposta censura, Garotinho disse que não faria nada "por ser um democrata". "Eleito vou exigir mudar a Lei Eleitoral, obrigando os veículos a dar o mesmo espaço a todos os candidatos."
Garotinho, durante a entrevista, foi questionado por três vezes se teria tentado subornar algum fiscal da Receita Federal. Na primeira vez respondeu que "todas as denúncias já foram apuradas". Na segunda, que "todas as fitas já foram divulgadas, isso foi em 1995". Na terceira foi mais incisivo: "Absolutamente não".
Leia também:
Globo responde a crítica de Garotinho sobre suposta censura
Veja também o especial Eleições 2002
Garotinho diz que foi censurado pela Globo
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LIEGE ALBUQUERQUEda Folha de S.Paulo
O presidenciável do PSB, Anthony Garotinho, afirmou ontem que a Rede Globo censurou uma resposta sua sobre a divulgação do conteúdo das fitas com gravações de conversas em que supostamente autoriza assessores a pagar suborno a um fiscal da Receita Federal, em 1995.
"Fizeram-me gravar ontem [anteontem] e hoje [ontem] e censuraram." Garotinho disse que gravou para uma equipe do "Jornal Nacional" no Rio, na quinta-feira, e em São Paulo, ontem, repetindo uma mesma frase. Dizia, segundo seu relato, que liberava o conteúdo das fitas, mas sugeria também a divulgação de outras supostas fitas com gravações ilegais.
"Gravei dizendo: a Rede Globo tem o direito de divulgar as fitas, mas, para não parecer perseguição ao Garotinho, divulguem também as fitas com o arrecadador de dinheiro da campanha [do candidato do PSDB José] Serra e as fitas do PT em Santo André."
Ontem, no "Jornal Nacional", o apresentador William Bonner afirmou que a emissora não iria divulgar o conteúdo das fitas porque Garotinho tinha condicionado a divulgação à apresentação de sua declaração. "Em vez de se defender, como seria legítimo, atacou [na gravação] os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e José Serra, do PSDB, com insinuações sem provas", afirmou. "A TV Globo lamenta a atitude do candidato e espera a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o assunto, que, espera-se, será a favor da liberdade de imprensa."
A Folha apurou que o STF deve arquivar o pedido da emissora para a divulgação das fitas. O entendimento dos ministros é que a Rede Globo entrou com um recurso, o pedido de suspensão de segurança, que só pode ser utilizado por administrações públicas.
Segundo Garotinho, "uma pessoa" da Rede Globo teria procurado por ele anteontem dizendo que sua resposta não seria usada por não ser "adequada". Ele não quis revelar quem seria essa pessoa.
A afirmação foi feita em São Paulo depois de encontro com investidores estrangeiros na Câmara Americana de Comércio.
Garotinho negou que sua advogada, Roseli Ribeiro Carvalho Pessanha, tenha pedido anteontem 24 horas para autorizar o conteúdo das fitas para a Rede Globo. "A TV Globo não divulgou porque não quis divulgar junto minha resposta", afirmou.
Ao ser indagado se iria tomar alguma atitude legal em relação à suposta censura, Garotinho disse que não faria nada "por ser um democrata". "Eleito vou exigir mudar a Lei Eleitoral, obrigando os veículos a dar o mesmo espaço a todos os candidatos."
Garotinho, durante a entrevista, foi questionado por três vezes se teria tentado subornar algum fiscal da Receita Federal. Na primeira vez respondeu que "todas as denúncias já foram apuradas". Na segunda, que "todas as fitas já foram divulgadas, isso foi em 1995". Na terceira foi mais incisivo: "Absolutamente não".
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