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Brasil
20/11/2007 - 08h29

Grupo é achado em condições degradantes em madeireira

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da Agência Folha

Um grupo de 29 pessoas, incluindo 3 crianças, vinha sendo mantido por pelo menos dois anos em condições degradantes por uma empresa madeireira, no interior de Cacequi (412 km de Porto Alegre), segundo a DRT (Delegacia Regional do Trabalho) do Rio Grande do Sul.

Eles trabalhavam em uma fazenda onde plantavam eucaliptos para a confecção de dormentes para ferrovias. No sábado, um homem fugiu e, após caminhar por dez horas, fez a denúncia à polícia. Uma força-tarefa formada por DRT-RS, Polícia Federal, Ministério Público Estadual e Polícia Militar foi até a fazenda e constatou as condições em que o grupo vivia.

Segundo os depoimentos, eles dormiam em barracas de lona, não tinham banheiro e faltava comida, que era distribuída pelos empregadores em troca de seus salários.

O nome da madeireira não foi divulgado, segundo a DRT, "para não atrapalhar as negociações".

O Ministério do Trabalho considerou a situação como de "redução à condição análoga a de escravo", crime previsto no Código Penal.

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