Brasil
20/11/2007 - 13h31

Líder do PMDB diz que Renan deve renovar licença por mais 30 dias

Publicidade

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), deve encaminhar até sexta-feira o pedido de renovação de licença do cargo. Com o adiamento da votação do processo de cassação contra Renan no plenário da Casa, interlocutores do peemedebista avaliam que o melhor caminho para o senador neste momento é não retornar ao comando do Senado nem renunciar ao cargo em definitivo.

"A licença deve mesmo ser renovada, talvez por mais trinta dias. Ele [Renan] vê que essa é a melhor opção. A renúncia é uma outra fase, primeiro é preciso marcar a data [da votação do processo de cassação]", disse o líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO).

Alan Marques/Folha imagem
Líder do PMDB diz que Renan deve renovar pedido de licença por mais 30 dias
Líder do PMDB diz que Renan deve renovar pedido de licença por mais 30 dias

Renan se afastou do cargo no dia 11 de outubro, após encaminhar pedido de licença médica por 45 dias da presidência da Casa. O período da licença se encerra na próxima segunda-feira, o que obriga Renan a tomar uma decisão sobre renúncia ou retorno à presidência do Senado até o final desta semana.

Raupp vem mantendo conversas com Renan e com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), sobre a eventual renúncia do peemedebista --que chegou a ser cogitada para esta semana como estratégia para absolvê-lo na votação em plenário, inicialmente marcada para esta quinta-feira.

O adiamento da votação, porém, fez perder força a estratégia da renúncia --já que o processo de cassação deve chegar ao plenário somente no início de dezembro.

A Folha Online apurou que Renan só está disposto a rediscutir a possibilidade de renúncia depois que a data do julgamento no plenário for marcada em definitivo pelo presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC). A renúncia ao cargo é uma estratégia do senador para não perder o mandato, pois avalia que seria um gesto que poderia sensibilizar parte dos parlamentares no plenário pela sua absolvição.

Viana disse nesta terça-feira que o processo contra Renan deve entrar na pauta do plenário no dia 4 ou 5 de dezembro --isso se o parecer sobre o processo for apresentado à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) pelo senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) na semana que vem. No processo, Renan é acusado de usar "laranjas" para comprar veículos de comunicação em Alagoas.

Manobra

Virgílio adiou a entrega do parecer à CCJ para evitar um suposto "acordão" entre senadores da base aliada do governo que poderia absolver Renan no processo de cassação.

PT e PMDB estariam negociando nos bastidores a absolvição de Renan em troca dos peemedebistas votarem favoravelmente ao projeto que prorroga a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011.

Oficialmente, porém, o tucano argumenta que adiou a entrega do texto porque está envolvido com a convenção nacional do PSDB esta semana --o que prejudicaria a qualidade do parecer a ser encaminhado à CCJ.

Acompanhe as notícias em seu celular: digite wap.folha.com.br

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca