Paulo Bernardo diz que quem não gosta de CPMF são os sonegadores
LÍSIA GUSMÃO
Colaboração para a Folha Online, em Brasília
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, voltou a defender hoje a prorrogação da cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). A PEC (proposta de emenda constitucional) que prorroga a cobrança da CPMF até 2011 está em tramitação no Senado, onde encontra a resistência da oposição para ser aprovada.
Bernardo disse que quem não gosta da CPMF são os sonegadores e defendeu a cobrança do tributo. "Quem não gosta da CPMF são os sonegadores", disse.
Ele disse que a liberação dos recursos do Orçamento não tem ligação com a votação da CPMF, que caminha para a batalha final no plenário do Senado.
O ministro acrescentou que ainda não foi definido o destino dos R$ 5 bilhões liberados do Orçamento.
O ministro negou ainda que o recorde na arrecadação possa comprometer o esforço do governo para aprovar a prorrogação da CPMF. A Receita Federal arrecadou R$ 54,779 bilhões, alta real de 12% em relação a outubro do ano passado.
Paulo Bernardo atribuiu o aumento da arrecadação em 10% entre janeiro e outubro de 2007, em comparação com o mesmo período do ano passado, ao bom desempenho das empresas.
"Isso é bom, porque nós não fizemos nenhum aumento de impostos. Nós estamos com um aumento da Receita porque há mais pessoas empregadas, os salários estão melhores, o comércio vai crescer mais de 10%."
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