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Brasil
21/11/2007 - 14h07

Viana nega que "dane-se" tenha sido recado a Renan ou a Virgílio

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), afirmou nesta quarta-feira que não mandou "recado" hoje ao senador Renan Calheiros (PMDB-AL) ou ao líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM). Esse entendimento foi tirado do "dane-se" de Viana. "Se alguém estiver aborrecido com o bom cumprimento do regimento, como se diz popularmente: 'Dane-se', disse ele hoje de manhã.

Viana negou que a frase tenha sido direcionada Virgílio, que atrasou a tramitação do processo de cassação de Renan na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

"Acho que eles são as duas pessoas com que tenho a melhor das relações e o máximo de respeito. Foi uma manifestação em defesa do regimento. O que falei é que a Casa precisa usar o regimento como guia", afirmou.

Irritado com especulações de que estaria estimulando o adiamento da votação do processo contra Renan para ficar mais tempo na presidência do Senado, Viana fez esse desabafo.

O petista disse não estar disposto a marcar um novo calendário para a votação do processo contra Renan, como cobra o peemedebista. Renan disse que só vai decidir o seu retorno à presidência da Casa ou sobre a renúncia em definitivo do cargo depois que o presidente interino do Senado definir quando será o seu julgamento.

Viana afirmou que, depois de marcar a votação para o início de novembro --e depois remarcá-la para esta quinta-feira, que acabou adiada-- deixará a tarefa para a oposição uma vez que Virgílio relata o caso na CCJ. "Cabe à oposição definir a data. Não posso mais antecipar nada diante dessa instabilidade", afirmou.

O senador disse que Renan "tem o direito de requisitar ser julgado, mas vai terminar incorporando a serenidade" ao perceber que terá que esperar a votação do processo de cassação "porque isso não está ao seu alcance".

Cronograma

Apesar de não falar em cronograma, a expectativa de Viana é que o processo contra Renan entre na pauta de votações do plenário entre os dias 4 e 5 de dezembro. Na próxima quarta-feira, Virgílio deve apresentar seu parecer à CCJ.

A oposição, no entanto, se articula para pedir vista e atrasar a tramitação da matéria --pois defende que a votação do caso Renan ocorra depois das discussões sobre a prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011.

"O clima na CCJ está instável. Não posso antecipar [a data de votação] diante da instabilidade na CCJ", afirmou o petista.

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