Brasil
22/11/2007 - 10h49

Walfrido vai informar ao conselho político que prepara saída do governo

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VALDO CRUZ
da Folha de S.Paulo, em Brasília

O ministro Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais) vai informar hoje ao Conselho Político do governo que, se for denunciado no inquérito do valerioduto mineiro, pedirá afastamento imediato do cargo para se defender. A reunião do conselho, que reúne líderes e presidentes de partidos da base aliada, começou por volta das 10h no Palácio do Planalto.

Os advogados de Mares Guia já receberam a informação de que ele deve realmente ser denunciado, juntamente com o ex-governador mineiro Eduardo Azeredo, o publicitário Marcos Valério e Cláudio Mourão, que participou da campanha pela reeleição do tucano em Minas.

Segundo a Folha apurou, a intenção do ministro era reservar a parte final da reunião do conselho político para informar sua decisão, acertada ontem à noite com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Até agora, o nome mais forte para suceder o ministro é o do líder do governo na Câmara, José Múcio Monteiro (PTB-PE), que manteria toda a equipe de Mares Guia no Palácio do Planalto.

Na conversa de ontem à noite, o presidente Lula chegou a pedir que o ministro ficasse no cargo, já que seu afastamento ocorreria exatamente no momento em que ele comanda as negociações para prorrogação da CPMF. O articulador político argumentou, porém, que sua permanência, no caso de a denúncia ser confirmada, só atrapalharia o processo de negociação do imposto do cheque e que José Múcio e o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), têm condições de tocar as conversas.

A expectativa dos advogados de Mares Guia é que a denúncia do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, seja protocolada no STF (Supremo Tribunal Federal) entre hoje e segunda-feira.

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Comentários dos leitores
J. Pimentel (66) 22/11/2009 11h21
J. Pimentel (66) 22/11/2009 11h21
Aos poucos estão desqualificando os crimes cometidos no emblemático caso do Mensalão. O mensalão "oficialmente" é uma contribuição mensal para que os deputados votassem com o governo. Na prática foi a forma de reeembolsar os deputados para cobrir seus compromissos de campanha. Esse dinheiro saiu de um CAIXA DOIS, ou seja, fora da contabilidade oficial, do mesmo caixa que financiou grande parte das campanhas, não só do PT. O Operador pricipal foi Marcos Valério, através de suas agências de propaganda, mas não foi o único com certeza, porque a movimentação financeira é muito alta para ficar concentrada apenas nas agências denunciadas. São dois crimes, na verdade, que já ficou em apenas um e, depois de tanto tempo já se pode colocar este caso no rol de impunidades que assola a dignidade do país. Com o apoio popular que tem, Lula tem assegurado essa impunidade, inclusive negando o inegável, fingindo desconhecer o esquema que não foi criado por ele, mas é uma prática tradicional da politica brasileira. A descaração do PT e seus aliados, que continuam dando as cartas no partido e na politica brasileira, é apenas um desses atos vergonhosos com os quais os brasileiros se acostumaram e, pelo apoio que teem dado ao atual governo, também apoiam essa "maracutaia", termo consagrado na língua portuguesa pelo próprio presidente Lula. É bom que se esclareça que não foi o PT quem criou essas práticas. A decepção é que acreditavamos que o PT fosse acabar com elas e não utilizá-las também. sem opinião
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Santos Júnior (299) 22/11/2009 11h07
Santos Júnior (299) 22/11/2009 11h07
Sr Pacificador, o sr Luiz Inácio não arrisca fala essas mentiras para pessoas como nós e sim para os seus bolsistas que trocam o voto por esmolas, portanto, não se espante quando o vosso presidente sair por ai parafraseando bizarrices!! 1 opinião
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Manoel Brito (2) 22/11/2009 11h03
Manoel Brito (2) 22/11/2009 11h03
Excelentissimo Ministro Joaquim, Nós Brasileiros Agreditamos na sua Transparência, e Competência , estamos ao seu lado.
Manoel de Brito Oliveira
Ilha Solteira-SP
sem opinião
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