Brasil
22/11/2007 - 11h45

PTB deixa bloco governista e libera bancada do Senado para votar como quiser a CPMF

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O PTB decidiu nesta quinta-feira deixar o bloco do governo no Senado depois que o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) foi substituído na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) por ser contrário à prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Por unanimidade, os sete integrantes do PTB no Senado também decidiram liberar a bancada na votação da CPMF --apesar da saída do bloco não representar o afastamento da base de apoio do governo no Congresso.

"A decisão de deixar o bloco é irreversível. Isso significa ter independência da base aliada. Não queremos ser tratados como partido de segunda categoria. Além do meu afastamento, já havia outros fatores que se acumulavam", disse Mozarildo.

A decisão do PTB foi uma espécie de desagravo a Mozarildo, que não escondeu sua irritação com a súbita substituição na CCJ provocada pela sua posição contrária à prorrogação da CPMF.

Apesar do episódio, Mozarildo disse que não guarda mágoas da líder do bloco governista no Senado, Ideli Salvatti (PT-SC) --responsável pela sua substituição. "Foi algo descortês e mentiroso porque a senadora não consultou o líder do PTB. Mas eu sou médico e mágoa só faz mal para quem tem."

O líder do PTB no Senado, Epitácio Cafeteira (MA), afirmou que a bancada terá independência a partir de agora na Casa Legislativa --sem obedecer às ordens da líder do bloco. "Vamos ter vida própria, não vamos ter uma pessoa que tira e bota membros das comissões", afirmou.

Além do PTB, o bloco governista no Senado é composto pelo PT, PR, PSB, PC do B, PRB e PP. Todos os partidos integram a base aliada do governo, mas alguns têm independência no Senado, como o PDT --que integra a base, mas não o bloco governista na Casa Legislativa.

CPMF

Como a bancada está dividida na votação da CPMF, decidiu liberar a bancada para que cada parlamentar escolha por conta própria se vai apoiar ou não a prorrogação do "imposto do cheque".

Mozarildo e o senador Romeu Tuma (PTB-SP) já anunciaram voto contrário à matéria, enquanto Cafeteira e o senador Sérgio Zambiazi (PTB-RS) definiram pelo voto favorável à prorrogação da CPMF.

Os demais integrantes do PTB ainda não revelaram como votarão --Gim Argello (DF), João Vicente Claudino (PTB-PI). O senador Fernando Collor de Mello (AL) está de licença e seu suplente, Euclydes Mello (PRB-AL) é de outro partido.

"O partido é institucionalmente contra o aumento de custos, mas não vai fechar questão. Cada um vota de acordo com a sua consciência", disse Cafeteira.

Mozarildo afirmou, porém, que apesar da bancada não ter fechado questão sobre a CPMF a executiva nacional do partido vai formalizar a decisão em reunião marcada para o dia 28.

"Vamos deixar completamente em aberto a votação da CPMF, até porque está em cima da hora da votação, não dá para discutir detalhadamente. Mas o governo não terá sete votos contra a CPMF porque a bancada está dividida", explicou Mozarildo.

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Comentários dos leitores
josé reis barata barata (1424) 13/06/2008 11h39
josé reis barata barata (1424) 13/06/2008 11h39
ARACAJU / SE
S. Levy, sem palavras, bastam as suas.Difíceis de contestar, em especial, quanto a mais justa indignação , e, quando há emoção, verdadeira e honesta, prepondera o coração; que, tem razões, que a própria razão desconhece.
Cordiais saudações, barata.
sem opinião
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S Levy (108) 13/06/2008 11h10
S Levy (108) 13/06/2008 11h10
MIG, pronto, o nome do projeto é 'Proposition 13'. Isso foi nos anos '70 porém com conseqüencias até hoje. É conhecido também como o Jarvis-Gann Initiative devido a altissimas taxas sobre a propriedade, na California. Isso levou a uma revolta contra o governo. Ai em seguida foi passado um 'Proposition 4' Amendment, Essas Proposals reduziram os impostos em 57%. que entre outras coisas obrigaram o governo local cortar suas próprias despesas ou melhor, gastos. Esses projetos obrigam o governo a devolver aos contribuintes os excedentes arrecadados. O Gann Limit como é chamado,impõe limites no que o governo pode gastar, calculados de acordo com o municipio e sua respectiva população. P. ex. No ano fiscal de 1986-87, $1.1 bilhão de Dólares foi devolvido aos contribuintes dentro dessas limitações. Tudo isso é controlado pela própria popuulação. É isso MIG que chamo de cidadania e civismo, não as leis tupiniquins a nós impostas por governantes primitivos e gananciosos os quais têm também como respaldo outro setor de assaltantes - os bancos - além como ja disse antes, duma população egoista, egocentrista, que deveria se levantar e rebelar contra esse estado de coisas. Como fazer isso? É fácil, todos poderiam apresentar sugestoes a ser discutidas e aplicadas em seguida. Por enquanto meu voto continuara anulado. Abraços. sem opinião
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S Levy (108) 13/06/2008 05h12
S Levy (108) 13/06/2008 05h12
Sr. MIG continuando, (faltou espaço na msg. anterior), eu NÃO sou PTista, muito ao contrário, venho dum pais onde reinava o terrorismo 'comuna' e sei perfeitamente mais que bem o que significam governos prepotentes, ditadoriais, imb-ecis, incompetentes, omissos., corruptos, lotados de va-ga-bundos. É por isso mesmo que estou fazendo as formlidades para cair fora, igualzinha a uns 3 milhões que tiveram o bom senso e a visão de se mandarem já faz vários anos. É o caso hoje de aplicar o ditado: '"e o último a sair, apague as luzes." Aqui, alem de sermos lesados por todos os meios esse governo insulta nossa inteligência contando lorotas de como controlará tudo bem melhor. Bem melhor? com o dinheiro de quem? Nao falo somente do PT, é so analisar os governos anteriores... vc acha que FHC, Figueredo, Castelo Branco, etc. etc. eram melhores? Durante a ditadura militar pelo menos tinhamos segurança nas ruas, quanto aomresto, sem comentários. Hoje nem isso temos. Isso ai virou um p.. dum b...l !! Como dizem os Argentinos: Hay Gobierno, Soy Contra; e os Italianos: Ma come piove governo maledetto... 2 opiniões
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