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Brasil
22/11/2007 - 15h59

Azeredo se diz inocente e afirma estranhar denúncia perto da votação da CPMF

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) afirmou nesta quinta-feira que vai conseguir provar a sua inocência na denúncia de suposto envolvimento no chamado "mensalão tucano". Azeredo foi denunciado ao STF (Supremo Tribunal Federal)pela PGR (Procuradoria Geral da República) pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro, junto com mais 14 suspeitos de envolvimento no mensalão --que teria ocorrido na campanha a governador de Minas Gerais de 1998.

"A minha vida sempre foi limpa, vai continuar sendo. Nunca houve mensalão em Minas Gerais. Eu agora terei oportunidade de provar isso e mostrar com clareza a minha vida pública", afirmou.

O senador disse que sempre agiu com "absoluta correção" em todos os cargos públicos que ocupou. Por este motivo, Azeredo afirmou que não pensa em se afastar do PSDB ou de seu mandato no Senado Federal --mesmo com a denúncia da PGR. "Por que haveria? Não há nenhum motivo para isso. É a apenas uma proposta de abertura de processo, não tem porquê. Me sinto muito bem representando o povo mineiro no Senado."

Como um dos fundadores do PSDB, Azeredo disse não ver razões para pedir desligamento do partido. Azeredo considerou suspeito o fato da denúncia ter sido divulgada em meio às dificuldades que o governo federal encontra no Congresso para a aprovação de matérias, como a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

"É de suspeitar que a denúncia agora apresentada seja uma tentativa de comprometer a mim, ao partido e ao meu Estado, numa espécie de contrapartida às questões enfrentadas pelo governo e seus aliados", afirmou.

O senador disse que, por duas vezes, o Conselho de Ética já arquivou pedido para investigar o seu suposto envolvimento com o "mensalão tucano", o que enfraquece as acusações. "Isso faz parte da democracia. Depois que eu souber do que estão me acusando vou poder me defender. Eu nunca me beneficiei de nenhum recurso público", disse.

Campanha

Em nota oficial, o senador esclarece que não houve desvio de recursos públicos em sua campanha ao governo de Minas Gerais em 1998. Azeredo afirma que sua campanha foi realizada pela empresa Duda Mendonça, e não pela SMP & B --acusada de patrocinar o "mensalão mineiro".

"Os empréstimos feitos pela SMP & B junto ao Banco Rural não tiveram meu conhecimento ou autorização. Também não contaram com minha assinatura, meu aval, ou de membros do PSDB. Além disso, as estatais mineiras têm autonomia financeira."

O senador admitiu, porém, que podem ter ocorrido irregularidades na campanha sem o seu conhecimento ou aval. "A campanha eleitoral é muito ampla. É assim em todo e qualquer Estado. Eu sempre confiei nas pessoas que trabalharam comigo", disse.

Azeredo considerou "lamentável" o fato do relatório produzido pela Polícia Federal que embasou a denúncia da PGR ter se baseado do documentos falsos. "Tal documentação foi fabricada por um lobista que responde a diversos processos, inclusive, por falsificação de documentos. Esse falsário é por mim processado", afirma ele na nota.

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Comentários dos leitores
Santos Júnior (328) 06/12/2009 16h34
Santos Júnior (328) 06/12/2009 16h34
Boa Bolinha!Bem que eu desconfiei que esta defesa do ministro Toffoli ao Azeredo era armação petista.Quem quiser que duvide que o Toffoli foi colocado no STF pelos interesses do PT.Muito lamentável. sem opinião
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Bolinha da Lulu (745) 06/12/2009 14h08
Bolinha da Lulu (745) 06/12/2009 14h08
Manchete;
"Para isentar Azeredo, Toffoli usa defesa dos petistas no mensalão"
Exatamente o que pensei. Ele inocenta o Azeredo para poder isentar os mensaleiros. Nada como algo pré organizado e predeterminado pelo Lulla. LAMENTÁVEL. É ISSO QUE É UM JUIZ DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.O famoso "adivogadu di porta di cadeia"
Ainda bem que ele não agiu no caso do Battisti, senão ele teria ficado aqui sem a interferência do Lulla.
Ele defenderá todas as idéias do PT. Senado vocês fizeram a maior bobagem da sua história destruíram o sistema judiciário do Supremo.
sem opinião
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Cassio Tavares (762) 05/12/2009 11h44
Cassio Tavares (762) 05/12/2009 11h44
Antonio Clarel, que isso ? Quem gosta do Presidente Lula é quem recebe do governo ? Credo. A pesquisa DataFolha, da maior credibilidade ( nem os senadores da oposição duvidam ) constatou que 73 % dos profissionais liberais ( médicos, engenheiros, advogados, economistas, dentistas e profissionais de centenas de outras categorias ) declaram considerar o o governo atual e seu presidente, regular, bom ou ótimo. Voce acaba de ofender a milhares ou talvez milhões de profissionais liberais do nosso país de receber dinheiro do governo para se declararem a favor do atual governo. Eu, como profissional liberal ( engenheiro ) repudio veementemente essa sua afirmação. Não sou funcionário público, nunca fui, não trabalho para nenhum orgão público de nenhum governo, não sei nem que é o presidente do PT e de nenhum outro partido em meu estado ( região sudeste ), não sei nem onde fica a sede de nenhum desses partidos em minha cidade. Mas que coisa, caramba. Essa oposição sem discurso, sem rumo, sem voto, e até sem candidato ( ninguém quer se arriscar ) procura um factóide a cada dia, que logo caem no vazio, insiste irracionalmente em querer atingir o presidente, por falta completa de dados concretos. A Revista (IN)VEJA da semana passada fez uma reportagem atacando o genro do presidente. A justiça, atenção, a justiça, já arquivou a denuncia por absoluta falta de provas. Êta desgraceira. A tempo Clarel. Voce não respondeu o que eu coloquei no comentário anterior. Coragem e responda. 2 opiniões
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