Brasil
22/11/2007 - 18h50

Procurador-geral diz que há diferenças entre os esquemas do PT e do PSDB

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, afirmou nesta quinta-feira que há diferenças entre o mensalão petista e o tucano. Ele ofereceu denúncia ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra 15 suspeitos de participar do suposto esquema de desvio de recursos para favorecer a campanha eleitoral ao governo de Minas de Eduardo Azeredo (PSDB-MG), em 1998. Entre os denunciados estão Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais) --que pediu demissão hoje-- e Azeredo, atualmente senador.

"Os fatos não são exatamente iguais. O procedimento que se adotou para fazer o desvio de dinheiro é o mesmo, mas os objetivos são diferentes", disse o procurador-geral.

Apesar de apontar semelhanças, ele disse que há diferenças entre os dois supostos esquemas. "Não vou fazer comparação entre situações, elas não são absolutamente iguais", disse o procurador-geral.

Entre as diferenças estaria o desvio de recursos de empresas públicas para favorecer a campanha eleitoral de Azeredo. "Os desvios de dinheiro estão claros, mas em Minas o desvio só foi feito com recursos públicos."

Ao ser questionado se não ficou constrangido com o fato de Walfrido estar demissionário por causa da denúncia, Souza disse que isso não era problema dele.

"O problema não é meu. Eu faço denúncia em cima de fatos que ocorreram no passado e as conseqüências são de interesse de cada um", disse ele.

Walfrido

O procurador disse que o ministro Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais) foi denunciado por "co-autoria dos atos que direcionaram desvio de dinheiro".

Segundo ele, Walfrido será julgado pela Justiça comum por deixar o cargo de ministro. "[O foro privilegiado é para] quando a pessoa está no exercício do cargo, se deixar [o cargo], o processo terá o curso no juízo que é pertinente", disse o procurador-geral.

Souza ressaltou que Azeredo, por ser parlamentar, também tem direito a foro por prerrogativa de função.

A denúncia tem 89 páginas, nas quais os acusados devem responder por crimes de peculato e lavagem de dinheiro, entre outros. No STF (Supremo Tribunal Federal), o relator do caso é o ministro Joaquim Barbosa.

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Comentários dos leitores
Louis Fod (309) 12/11/2009 15h49
Louis Fod (309) 12/11/2009 15h49
Apagão não existe! sem opinião
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Saulo Mundim Lenza (609) 12/11/2009 14h57
Saulo Mundim Lenza (609) 12/11/2009 14h57
O Lula tem razão. O mensalão foi mesmo um golpe.
Um golpe que ele Lula, deu no povo brasileiro ao dizer que de nada sabia, nada lia, nem nada via.
E ainda tem azia por leitura, e outras estultices mais.
sem opinião
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Luís da Velosa (1386) 12/11/2009 14h50
Luís da Velosa (1386) 12/11/2009 14h50
O que não é golpe? O que existe são bons e maus golpes. Além do mais, o que não faltam são os glpistas de todo matiz. O homem é, naturalmente, golpista. O bom gladiador Maximus, leal general do imperador Marcus Aurélius, não era um bom golista? Tanto que foi o único imperador de Roma aclamado gladiador, depois de tantos golpistas. Agora, um dos maiores de Roma (golpista), foi o imperador Constantino que "divinizou" Cristo em busca do poio dos cristãos, no que resultou governar em paz e, ainda, conseguir uma mãe santificada (quem fazia os santos era o povo, como até hoje)... Santa Helena. sem opinião
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