Procurador-geral diz que há diferenças entre os esquemas do PT e do PSDB
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, afirmou nesta quinta-feira que há diferenças entre o mensalão petista e o tucano. Ele ofereceu denúncia ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra 15 suspeitos de participar do suposto esquema de desvio de recursos para favorecer a campanha eleitoral ao governo de Minas de Eduardo Azeredo (PSDB-MG), em 1998. Entre os denunciados estão Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais) --que pediu demissão hoje-- e Azeredo, atualmente senador.
"Os fatos não são exatamente iguais. O procedimento que se adotou para fazer o desvio de dinheiro é o mesmo, mas os objetivos são diferentes", disse o procurador-geral.
Apesar de apontar semelhanças, ele disse que há diferenças entre os dois supostos esquemas. "Não vou fazer comparação entre situações, elas não são absolutamente iguais", disse o procurador-geral.
Entre as diferenças estaria o desvio de recursos de empresas públicas para favorecer a campanha eleitoral de Azeredo. "Os desvios de dinheiro estão claros, mas em Minas o desvio só foi feito com recursos públicos."
Ao ser questionado se não ficou constrangido com o fato de Walfrido estar demissionário por causa da denúncia, Souza disse que isso não era problema dele.
"O problema não é meu. Eu faço denúncia em cima de fatos que ocorreram no passado e as conseqüências são de interesse de cada um", disse ele.
Walfrido
O procurador disse que o ministro Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais) foi denunciado por "co-autoria dos atos que direcionaram desvio de dinheiro".
Segundo ele, Walfrido será julgado pela Justiça comum por deixar o cargo de ministro. "[O foro privilegiado é para] quando a pessoa está no exercício do cargo, se deixar [o cargo], o processo terá o curso no juízo que é pertinente", disse o procurador-geral.
Souza ressaltou que Azeredo, por ser parlamentar, também tem direito a foro por prerrogativa de função.
A denúncia tem 89 páginas, nas quais os acusados devem responder por crimes de peculato e lavagem de dinheiro, entre outros. No STF (Supremo Tribunal Federal), o relator do caso é o ministro Joaquim Barbosa.
Acompanhe as notícias em seu celular: digite wap.folha.com.br
Leia mais
- Procurador-geral oferece denúncia contra Walfrido, Azeredo e Marcos Valério
- Walfrido vai informar ao conselho político que prepara saída do governo
- BB financiou "mensalão", afirma procurador-geral da República
- Coordenador de Azeredo diz que caixa 2 é "segredo de tesoureiro"
- Relatório da PF indicia 36 por valerioduto de Minas
- Obras da série "Folha Explica" discutem política e eleições
Especial


avalie fechar
Um golpe que ele Lula, deu no povo brasileiro ao dizer que de nada sabia, nada lia, nem nada via.
E ainda tem azia por leitura, e outras estultices mais.
avalie fechar
avalie fechar