Sem festa, Múcio assume ministério e diz que trabalha para aprovar CPMF
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
LÍSIA GUSMÃO
Colaboração para a Folha Online, em Brasília
O novo ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, confirmou que será substituído pelo deputado Henrique Fontana (PT-RS) na liderança do governo na Câmara. Múcio assume o lugar de Walfrido dos Mares Guia, que renunciou ao posto depois de ser denunciado pela PGR (Procuradoria Geral da República) pelo envolvimento com o suposto esquema de desvio de recursos da campanha eleitoral ao governo de Minas, de 1998, do atual senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG).
Constrangido, Múcio disse que não tinha motivos para comemorar sua nomeação. "Não há motivos para festas. Não podia de forma nenhuma dizer que este é um momento de alegria quando fui convidado pelo presidente Lula para assumir", disse ele.
O novo ministro afirmou também que sua prioridade será negociar a PEC (proposta de emenda constitucional) que prorroga a cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011. Segundo ele, a saída de seu partido, PTB, do bloco governista no Senado não ameaça a aprovação da proposta.
"O que aconteceu no Senado foi parecido com o que ocorreu na Câmara. O PTB não rachou com o governo, saiu do bloco. Com o tempo, os líderes partidários querem ter mais independência", disse ele.
Múcio afirmou que está trabalhando intensamente desde o momento em que foi confirmado pelo presidente Lula na nova função. "Estamos trabalhando muito e o tempo todo", disse ele.
Acompanhe as notícias em seu celular: digite wap.folha.com.br
Leia mais
- PGR diz que esquema da campanha tucana foi "laboratório" do mensalão
- Procurador-geral diz que há diferenças entre os esquemas do PT e do PSDB
- Indignado, Walfrido chama denúncia de "injusta e improcedente"
- José Múcio vai substituir Walfrido no comando da articulação política
- Quem tem culpa no cartório deve pagar, diz FHC sobre Azeredo
Especial


Vera Lucia afirma detalhes da operação de entrada e saida de recursos de campanha nas eleições de 94 e 98, com recebimento de doações de empresários e inclusive com doações como empréstimo, certamente como aquele que o Genuino assinou.
Realmente o esquema é exatamente o mesmo do valerioduto do PT e que agora Azeredo diz que nunca se reuniu com Vera, o que soa como rotina, negar encontros ou reuniões, como recentemente Dilma mencionou a respeito de Lina.
Não restam nenhumas dúvidas de que podemos analizar de que para um político não ser punido, basta negar os motivos pelos quais está sendo acusado, que já motivo suficiente para não ser punido, pelo mesnos é o que se deixa parecer.
avalie fechar
O resto é conversa fiada.
Esse cara não é confiável.
avalie fechar
DILMA2010!!!!!!!!!!
avalie fechar