Brasil
22/11/2007 - 19h30

Sem festa, Múcio assume ministério e diz que trabalha para aprovar CPMF

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
LÍSIA GUSMÃO
Colaboração para a Folha Online, em Brasília

O novo ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, confirmou que será substituído pelo deputado Henrique Fontana (PT-RS) na liderança do governo na Câmara. Múcio assume o lugar de Walfrido dos Mares Guia, que renunciou ao posto depois de ser denunciado pela PGR (Procuradoria Geral da República) pelo envolvimento com o suposto esquema de desvio de recursos da campanha eleitoral ao governo de Minas, de 1998, do atual senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

Constrangido, Múcio disse que não tinha motivos para comemorar sua nomeação. "Não há motivos para festas. Não podia de forma nenhuma dizer que este é um momento de alegria quando fui convidado pelo presidente Lula para assumir", disse ele.

O novo ministro afirmou também que sua prioridade será negociar a PEC (proposta de emenda constitucional) que prorroga a cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011. Segundo ele, a saída de seu partido, PTB, do bloco governista no Senado não ameaça a aprovação da proposta.

"O que aconteceu no Senado foi parecido com o que ocorreu na Câmara. O PTB não rachou com o governo, saiu do bloco. Com o tempo, os líderes partidários querem ter mais independência", disse ele.

Múcio afirmou que está trabalhando intensamente desde o momento em que foi confirmado pelo presidente Lula na nova função. "Estamos trabalhando muito e o tempo todo", disse ele.

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Comentários dos leitores
J. Pimentel (66) 22/11/2009 11h21
J. Pimentel (66) 22/11/2009 11h21
Aos poucos estão desqualificando os crimes cometidos no emblemático caso do Mensalão. O mensalão "oficialmente" é uma contribuição mensal para que os deputados votassem com o governo. Na prática foi a forma de reeembolsar os deputados para cobrir seus compromissos de campanha. Esse dinheiro saiu de um CAIXA DOIS, ou seja, fora da contabilidade oficial, do mesmo caixa que financiou grande parte das campanhas, não só do PT. O Operador pricipal foi Marcos Valério, através de suas agências de propaganda, mas não foi o único com certeza, porque a movimentação financeira é muito alta para ficar concentrada apenas nas agências denunciadas. São dois crimes, na verdade, que já ficou em apenas um e, depois de tanto tempo já se pode colocar este caso no rol de impunidades que assola a dignidade do país. Com o apoio popular que tem, Lula tem assegurado essa impunidade, inclusive negando o inegável, fingindo desconhecer o esquema que não foi criado por ele, mas é uma prática tradicional da politica brasileira. A descaração do PT e seus aliados, que continuam dando as cartas no partido e na politica brasileira, é apenas um desses atos vergonhosos com os quais os brasileiros se acostumaram e, pelo apoio que teem dado ao atual governo, também apoiam essa "maracutaia", termo consagrado na língua portuguesa pelo próprio presidente Lula. É bom que se esclareça que não foi o PT quem criou essas práticas. A decepção é que acreditavamos que o PT fosse acabar com elas e não utilizá-las também. sem opinião
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Santos Júnior (299) 22/11/2009 11h07
Santos Júnior (299) 22/11/2009 11h07
Sr Pacificador, o sr Luiz Inácio não arrisca fala essas mentiras para pessoas como nós e sim para os seus bolsistas que trocam o voto por esmolas, portanto, não se espante quando o vosso presidente sair por ai parafraseando bizarrices!! 1 opinião
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Manoel Brito (2) 22/11/2009 11h03
Manoel Brito (2) 22/11/2009 11h03
Excelentissimo Ministro Joaquim, Nós Brasileiros Agreditamos na sua Transparência, e Competência , estamos ao seu lado.
Manoel de Brito Oliveira
Ilha Solteira-SP
sem opinião
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