Berzoini diz que denúncia contra Azeredo desautoriza PSDB a ser "paladino da ética"
FLÁVIO ILHA
Colaboração para a Agência Folha, em Porto Alegre
O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, disse hoje em Porto Alegre que a denúncia da Procuradoria Geral da República contra o senador tucano Eduardo Azeredo (MG) tira do PSDB o direito de cobrar ética de seus adversários. "Eu creio que não há mais razão para que o PSDB possa ter qualquer aspiração a ser o paladino da ética", afirmou Berzoini.
"Apenas é necessário registrar que esse fato aconteceu com um importante governador do PSDB, que hoje é senador e já foi presidente do partido", disse o petista. "Mas não temos ânimo de fazer disso um exercício de oportunismo político, até porque o oportunismo não construiu resultados para os nossos adversários."
Na quarta-feira, o procurador-geral da república Antonio Fernando Souza denunciou Azeredo e outras 14 pessoas como beneficiárias de um esquema de arrecadação ilegal de recursos nas eleições de 1998, quando o tucano foi derrotado em sua tentativa de reeleição para o governo de Minas. Na denúncia aparece também o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, que deixou o cargo na quarta-feira.
Para Berzoini, o discurso da ética na política é importante, "desde que seja sincero e verdadeiro". Segundo ele, a ética deve significar também fazer o que se fala. "Mas muita gente faz demagogia com isso em função da ausência de outras propostas."
Berzoini defendeu o ex-ministro dizendo que ele sempre se mostrou leal e correto no governo e que não deve, por isso, ser condenado antes das investigações. "Mas fatos anteriores eu desconheço", disse o dirigente.
Segundo ele, não há qualquer desconfiança do PT ou do governo em relação a Walfrido. "O PT não tem qualquer tipo de tolerância em relação a procedimentos que eventualmente firam o princípio da probidade administrativa. Mas me recuso a defender a imagem da execução sumária ou da eliminação da possibilidade do direito de defesa", disse Berzoini.
O petista afirmou que não conhece o teor da denúncia encaminhada pelo procurador-geral ao STF (Supremo Tribunal Federal), mas afirmou que os fatos reforçam a tese de que é urgente a aprovação da reforma política.
"Ou fazemos a reforma política, e aprovamos financiamento público de campanha com a proibição rigorosa de qualquer tipo de recursos privados, ou esse risco vai continuar rondando a política brasileira, disse.
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Especial


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Aposto que os senhores Daniel Dantas, Nagi Nahas e Celso Pita, todos cidadãos de bem com endereço fixo, ocupação definida e com grande prestígio junto ao Estado Brasileiro, não merecem permanecer encacerados. Eles não "representam riscos para as investigações" e, além do mais, não podemos esquecer que o Brasil nos últimos anos admitiu tacitamente a existência do Estado Corrupto dentro do Estado Legal.
Com a palavra os nossos auto-legisladores, responsáveis pelas dicotomias jurídicas que inundam a legislação Brasileira, cuja máxima é: quem tem dinheiro não fica preso.
Pessoalmente não sei mais se o Fernandinho Beira Mar e outros mereçam estar alijado do Estado.
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Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três!
Soltos os três cavalheiros por R$.....
Quem aposta agora quanto tempo ficam na cadeia?
Quem dá menos? Quem dá menos?
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