Mantega negocia CPMF; base quer retirar recursos da educação da DRU
LÍSIA GUSMÃO
Colaboração para a Folha Online, em Brasília
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, retomou nesta segunda-feira as negociações para aprovar a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que prorroga a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011. A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), e o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) estão reunidos na manhã de hoje com o ministro para discutir a possibilidade de retirar, gradativamente, os recursos da educação da DRU (Desvinculação das Receitas da União).
"Eu quero que a Educação não fique fora do dinheiro", disse Cristovam Buarque, assegurando que "não tem problema" em votar a favor da CPMF, mas faz ressalvas quanto à aplicação da DRU sobre os recursos da educação.
Segundo Ideli, a idéia é aprovar paralelamente uma emenda constitucional que retira, pouco a pouco, os recursos da educação da DRU, sem mexer, portanto, na PEC já aprovada pela Câmara que prorroga a CPMF e a DRU até 2011.
A senadora explicou que os 18% arrecadados pelo governo, que são destinados à educação, sofrem o impacto da DRU. "Nós queremos que os 18% sejam aplicados sobre a integralidade do que se arrecada e não sobre os 80% que sobram depois da DRU", disse.
Para Ideli, se as negociações avançarem, o clima para aprovação da emenda que prorroga a CPMF pode melhorar. "Se não temos os 49 votos ainda, teremos com certeza."
Para garantir os R$ 40 bilhões anuais da CPMF até 2011, o governo precisa de 49 dos 81 votos dos senadores.
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