Brasil
27/11/2007 - 16h42

Candidatos de esquerda do PT divergem sobre frente contra Berzoini

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FABIANA FUTEMA
Editora de Brasil da Folha Online

Os candidatos à presidência do PT que se dizem alinhados com as correntes de esquerda divergem sobre a proposta de criação de uma frente para derrotar Ricardo Berzoini, atual presidente da legenda, no segundo turno da eleição interna. Markus Sokol, da chapa Terra, Trabalho e Soberania, diz que a idéia de fazer uma frente contra a candidatura de Berzoini no segundo turno não é coerente.

16.set.2005/Folha
Sokol diz que Tatto, Pomar, Cardozo e Berzoini são favoráveis ao governo de coalizão de Lula
Sokol diz que Tatto, Pomar, Cardozo e Berzoini são favoráveis ao governo de coalizão de Lula

"Há três candidatos [Valter Pomar, Jilmar Tatto, José Eduardo Cardozo] que votaram no último congresso do PT uma resolução que apóia a coalizão do governo até 2010. O único voto contrário foi o meu. Não concordamos a coalizão que inclui partidos cuja promiscuidade passa a ser compartilhada pelo PT."

José Carlos Miranda --da chapa Operário e Socialista-- segue o mesmo raciocínio de Sokol e diz que não é favorável à "política de formar uma frente contra algo". "Não existe apoio automático. Se tiver segundo turno e eu não disputar, precisamos analisar as propostas dos candidatos e suas propostas para analisar qualquer tipo de apoio."

Divulgação
Miranda diz que apoio do segundo turno não é automático e depende das propostas
Miranda diz que apoio do segundo turno não é automático e depende das propostas

Sokol afirma não ter condições de dizer agora se aceitaria apoiar um outro candidato de esquerda no eventual segundo turno. "Oportunamente, conhecendo os nomes [de quem vai estar no segundo turno] e os compromissos assumidos durante a campanha, vamos decidir se apoiaremos alguém nessa situação."

A idéia de criar uma frente de esquerda contra a candidatura de Berzoini é defendida por Valter Pomar (Articulação de Esquerda), da chapa A Esperança é Vermelha, e conta com a simpatia de Jilmar Tatto --da ala PT de Lutas e de Massas (da chapa Partido é Pra Lutar).

Entre as críticas que unem Sokol e Miranda à atual direção do PT está o apoio ao governo de coalizão. "Somos contrários ao governo de coalizão. Nosso apoio não é automático. Vamos ver quem mais se aproxima de nossos ideais", afirmou Miranda.

Diferenças

Elza Fiúza/ABR
Gilney Viana defende candidatura própria do PT em 2010, mas evita crítica à coalizão
Gilney Viana defende candidatura própria do PT em 2010, mas evita crítica à coalizão

Gilney Viana, da chapa Militância Socialista, admite a possibilidade de integrar uma frente contra Berzoini num eventual segundo turno. "Eu, pessoalmente, penso que é preciso derrotar aquele que simboliza o antigo Campo Majoritário", diz ele se referindo a Berzoini.

No entanto, ele diverge de Sokol e Miranda nas críticas ao apoio do partido ao governo de coalizão. "Defendo a candidatura próprio. Mas dá para ter coalizão, sim."

Procurado pela reportagem, a assessoria de Berzoini informou que ele não comentaria as declarações de seus concorrentes na disputa pela presidência do PT. De acordo com seus assessores, Berzoini está preocupado com a campanha e com o primeiro turno e ainda não está pensando na segunda fase da disputa.

Eleição

A primeira fase da eleição está marcada para domingo (2). Os dirigentes do PT acreditam que a disputa pela direção nacional do partido tenha segundo turno. Nesse caso, uma nova votação deve ocorrer no dia 16.

"Nenhuma chapa vai ter mais de 50% [no primeiro turno] e estará garantida a realização do segundo turno na eleição nacional", disse o Secretário Nacional de Organização do PT, Romênio Pereira.

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Comentários dos leitores
BENEDITO VICENTE (12) 27/06/2009 23h23
BENEDITO VICENTE (12) 27/06/2009 23h23
LULA VOLTAR EM 2014?........rsrsrsrsrsrsr..........NEM A PAU JUVENAL........kkkkkkkkkkkkkkkkk sem opinião
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Charles de Almeida (74) 27/06/2009 22h14
Charles de Almeida (74) 27/06/2009 22h14
É muito bom, acho até que excelente, o que tem acontecido no Senado Federal. Só que, infelizmente, penso que esse bafafá em breve se dissipará, pois é assim que funcionam as coisas em nossa política e em nossa imprensa. Um único Senador ter a seu serviço mais de 100 funcionários é algo que não dá pra engolir. O Senado Federal é uma instituição das mais nobres da República, mas não pode abusar de seu poder para se tornar um antro de intocáveis. O Brasil não merece isso de seus próprios eleitos. Acho interessante as entrevistas dos antigos moradores da Casa, como Tasso Jereissati, Arthur Virgílio, Álvaro Dias, e outros mais, que lá estão a tanto tempo. Falam como se não soubessem de nada (não era isso que diziam de Lula?!). Fazem o quê seus cento e tantos assessores? É inacreditável. Desdenham de nós, pois já construíram suas fortunas usando essas facilidades como alicerce, e, hoje, não podem mais ser atacados, com base nas leis que eles mesmos fizeram. Atualmente, tudo é entregue de bandeja para a mídia. Tudo é denunciado e, até, escancarado, para a imprensa. Temos um representante do povo conduzindo a aeronave. E as tantas turbulências que apareceram e ainda aparecem em seu caminho, seriam fruto de mera coincidência? Temos que analisar as caixas pretas do passado, pois está ficando evidente que a tranquilidade reinante nos voos anteriores era trabalho de ótimos maquiladores, sociólogos, enganadores, etc. E não de simples metalúrgicos. sem opinião
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M Mig (1451) 17/02/2009 19h41
M Mig (1451) 17/02/2009 19h41
Caro Antonio Fouto Em 05/02/2009 16h36
Realmente concordamos sobre o PMDB (que sozinho já é ruim), mas o que me deixa preocupado é a proximidade PT - PMDB.
Um abraço
3 opiniões
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