Base e oposição apostam que Renan será absolvido pelo plenário do Senado
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O placar favorável ao parecer que pede a cassação do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) registrado nesta manhã na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado não deve se repetir, na semana que vem, durante a votação em plenário do processo por quebra de decoro parlamentar contra o peemedebista. Senadores governistas e da oposição dizem que, com a votação secreta no plenário, Renan deve escapar da cassação.
Como a CCJ só analisa se há vícios constitucionais no texto da cassação --sem entrar no mérito da eventual quebra de decoro-- tanto a oposição quanto os governistas votaram a favor do parecer do senador Artur Virgílio (PSDB-AM) na CCJ. Os únicos contrários ao texto de Virgílio foram os senadores Epitácio Cafeteira (PTB-MA), Almeida Lima (PMDB-SE) e Gilvam Borges (PMDB-AP), fiéis aliados de Renan.
"Creio que muitos dos que votaram a favor sobre o cumprimento da constitucionalidade do texto, no plenário vão votar pela absolvição. Esse placar da comissão não reflete o resultado do plenário. Se a votação fosse aberta, aí poderia me arriscar a prever", disse o senador Jefferson Péres (PDT-AM).
Para o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), muitos senadores vão votar pela absolvição de Renan porque o Congresso ainda não aprovou o fim do voto secreto nos processos de cassação.
"A gente discutirá a cassação em sessão aberta, mas no fundo muitos devem votar contra a cassação. Sobretudo no bloco de apoio do governo, no PT e PMDB, dentro de um 'acordão'. O PT garantiria o suporte para impedir a cassação de Renan, em troca da coesão do PMDB pró-CPMF [Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira]", acusou Virgílio.
Um petista ouvido pela Folha Online --que pediu para não ser identificado-- disse que acredita que Renan será absolvido no julgamento da próxima semana. Mas não arriscou um palpite sobre o placar de votação.
A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), rebateu as críticas do tucano ao afirmar que os senadores petistas terão liberdade para "votar como quiserem" o processo contra Renan. "A bancada do PT nunca teve fechamento de questão sobre essa matéria, até porque é um juízo pessoal de cada um. Cada senador é juiz para votar de acordo com a sua consciência", afirmou a líder.
O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) reconheceu que há uma divisão em todas as bancadas partidárias sobre a eventual cassação de Renan --o que também inclui o PSDB e o DEM. "Eu não vi nenhum movimento do governo para absolvê-lo. Tanto no PSDB quanto no DEM as bancadas estão divididas. Onde eu acho que tem menos divisão é no PMDB, que é o partido de Renan", afirmou.
Acusações
No processo, Renan é acusado de usar "laranjas" numa sociedade oculta com o usineiro João Lyra para comprar um grupo de comunicação em Alagoas. O peemedebista --que responde a outros dois processos por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética-- já escapou da cassação no plenário no dia 12 de setembro.
Desta vez, o presidente licenciado do Senado mantém a confiança no placar favorável à sua absolvição. Renan não descarta renunciar em definitivo à presidência do Senado, minutos antes da votação, como estratégia para conquistar votos a seu favor.
Entre os partidos, há consenso de que não há mais "clima político" para Renan retornar ao comando da Casa. Se renunciar à presidência, o senador Tião Viana (PT-AC) terá o prazo de cinco dias úteis para convocar eleições para a escolha do substituto de Renan.
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Mas se faltar mais um suplente...Nós aqui temos a solução.
Vamos contratar todosos nossos parentes para "nos dar uma forcinha"...De quebra cadaum devolverá 30% de seus vencimentos brutos em espécia....
Isso sim que é política...
M-A-R-A-V-I-L-H-A
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Perder tempo com estes canalhas????
Nunca mais!
Prefiro uma revolução ARMADA!
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