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Brasil
29/11/2007 - 13h14

Lula diz que estatísticas mostrarão quem fez mais pelo Brasil

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da Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, durante entrevista ao jornal "SBT Brasil", que, em 2010, as estatísticas vão mostrar quem fez mais para o Brasil.

"Quando você vira presidente da República, o que vai mostrar se você foi mais eficaz ou não são os resultados do seu governo. Então, eu tenho até 2010. Eu tenho mais três anos e pouco. Quando terminar o meu mandato, eu terei passado oito anos na Presidência e Fernando Henrique Cardoso terá passado oito anos. As estatísticas vão mostrar quem fez o quê para o Brasil."

Lula disse ainda que sempre teve uma boa relação com FHC. "Eu sempre tive uma boa relação com o Fernando Henrique Cardoso. Eu não sei por que, depois que eu fui eleito presidente, possivelmente ele torcesse para que eu não desse certo. Possivelmente ele não esteja gostando de que as coisas estejam acontecendo bem, no Brasil. Se for isso, o tempo cura."

O petista ainda comentou as recentes discussões sobre um possível terceiro mandato. "Não é prudente do ponto de vista político, não é seguro para a democracia do país e é importante permitir que o povo brasileiro possa ter, na alternância de poder, a chance de escolher alguém melhor do que eu."

O presidente também destacou sua posição contrária à reeleição. "Você sabe que eu era contra a reeleição, o segundo mandato, eu era contra, não fui eu que propus. Eu acho que o povo tem que escolher, porque assim o povo vai aprimorando o jeito de votar, vai escolhendo melhor. E uma hora a gente consegue consolidar definitivamente a democracia no Brasil e as pessoas aprenderão que podem trocar o presidente, mas a máquina pública estará funcionando bem, as obras vão continuar. E, isso, eu acho que é bom para o Brasil. Com democracia a gente não brinca, democracia a gente respeita."

Lula disse que o candidato do bloco de partidos que apóiam o governo em 2010 poderá não ser do PT. "Num processo de coalizão, o PT precisa compreender que coalizão é isso: uma vez o candidato é do seu partido, outra vez o candidato é de outro partido político. Isso não implica que o PT não deva ter candidato. Pode ser que o PT chegue, no momento, e tenha um bom candidato. O que nós precisamos é ter consciência de que nós precisamos construir uma candidatura única dos partidos que compõem a base, porque tem muito cargo para disputar."

Hugo Chávez

O presidente comentou ainda o referendo sobre as mudanças constitucionais na Venezuela e sobre o presidente Hugo Chávez.

"A Venezuela está conquistando a cidadania. Se nós temos críticas ao processo democrático ou ao comportamento do Chávez, é uma outra questão. O que eu respeito, na verdade, é a soberania de cada país decidir aquilo que é melhor para ele. E o Chávez... agora, vai ter um plebiscito, acho que no dia 2, um referendo. O referendo pode dar favorável. Se der favorável, é um resultado democrático, se não der favorável, também é um resultado democrático. Para o que nós, brasileiros, precisamos torcer? Que o processo seja o mais democrático possível, o mais transparente possível."

O Congresso Nacional vai enviar à Venezuela quatro deputados federais para acompanharem como observadores internacionais o referendo popular que será realizado no domingo sobre a reforma constitucional apresentada por Chávez. Os deputados Aldo Rebelo (PC do B-SP), Vieira da Cunha (PDT-RS), Nilson Mourão (PT-AC) e Arnon Bezerra (PTB-CE) vão viajar hoje à noite.

Em agosto, Chávez apresentou uma proposta de revisão constitucional. A sugestão mais polêmica é a que autoriza o fim do limite para reeleição para a presidência da República. Atualmente, pela legislação venezuelana, o presidente pode ser reeleito apenas uma vez. O mandato é de seis anos.

A oposição a Chávez também questiona o fim da autonomia ao Banco Central e a criação do Poder Popular, formado por conselhos comunitários que atuaria em conjunto com os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

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Comentários dos leitores
Rolando Frati (109) 07/12/2009 11h51
Rolando Frati (109) 07/12/2009 11h51
Deixar de apoiar o candidato Lindberg do Pt e apoiar o candidato do PMDB no Rio só para se manter no poder. O que um Presidente do Pt faria , sem eleger deputados, sem eleger senadores, sem eleger governadores, só negociando cargos e ministérios com outros partidos. O Brasil não precisa disso, precisa de Ética. sem opinião
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Rolando Frati (109) 07/12/2009 11h45
Rolando Frati (109) 07/12/2009 11h45
Que bom ver Suplicy de volta a cena, estava muito acomodado como Senador. sem opinião
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Cassio Tavares (765) 07/12/2009 11h41
Cassio Tavares (765) 07/12/2009 11h41
Santos Junior a resposta às suas colocações estão logo ai embaixo no meu comentário. O meu erro é ficar dando satisfação para essa turminha dos 7% que ainda restam à oposição, que não tem mais discurso, não tem rumo, não tem projeto e nem candidato. Êta desgraceira. Leia a Revista ISTO É dessa semana e ali diz tudo que mais de 90% da população brasileira pensa do atual governo e do presidente. E 5ª feira com o programa eleitoral na televisão vai ser aquele arraso. Oh, Santos Junior, como voce faz parte daquela turminha dos 7% não vou ficar gastando meu tempo mais em te dar explicações. Mais de 90 % já entenderam e se voce naõ gosta do atual governo e do presidente, é umproblema seu. Como estamos numa democracia, voce tem todo o direito de gostar ou não do Brasil de hoje, do presidente e de seu governo. sem opinião
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