Leia íntegra das respostas de Valter Pomar
da Folha Online
O PT realiza no domingo o primeiro turno das eleições para direções nacional, estaduais e municipais da legenda. A Folha Online enviou por e-mail um questionário com 15 perguntas para os sete candidatos à presidência do PT: Ricardo Berzoini, Valter Pomar, Jilmar Tatto, José Eduardo Cardozo, Markus Sokol, Gilney Viana e José Carlos Miranda.
Ao contatar os candidatos ou seus assessores, a reportagem informou que as respostas seriam publicadas na íntegra e que não havia um limite de espaço --ressaltando que respostas muito longas deveriam ser evitadas.
| Caio Guatelli/Folha Imagem |
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| Valter Pomar defende aliança no segundo turno para derrotar candidatura de Berzoini |
Leia abaixo as respostas dadas por Valter Pomar, da chapa A Esperança é Vermelha, para as perguntadas da Folha Online.
Folha Online - Na sua opinião, o PT deve ter candidato próprio nas eleições presidenciais de 2010?
Valter Pomar - Sim. Aliás, isto é uma decisão do Congresso do PT. Nossa candidatura a presidência disputará e vencera o segundo turno de 2010, em aliança com outras forças políticas e sociais.
Folha Online - Se eleito, o senhor aceitaria defender em 2010 um nome da coalizão, mesmo que ele não seja do PT?
Pomar - Como em 2006, a coalizão terá mais de uma candidatura a presidente no primeiro turno. Uma destas candidaturas será do PT. Nossa candidatura irá ao segundo turno, reunirá alianças e vencerá.
Folha Online - O senhor aceita colocar como debate interno do PT a discussão sobre a realização de um terceiro mandato presidencial?
Pomar - Não. Esta é uma discussão que só interessa à oposição de direita, que aliás não se conforma com a diferença: em 1999, primeiro ano do segundo mandato de Fernando Henrique, falava-se em 'Fora FHC'. Em 2007, primeiro ano do segundo mandato de Lula, fala-se de terceiro mandato.
Folha Online - Na sua opinião, o mandato presidencial deveria ser ampliado para cinco anos?
Pomar - Não. E caso ocorra alguma alteração, deve valer apenas para o próximo presidente, que será eleito em 2010.
Folha Online - O senhor defende a inclusão da Venezuela como membro pleno do Mercosul?
Pomar - Sim. Precisamos ampliar a integração latino-americana e sul-americana.
Folha Online - O senhor aprova as decisões recentes dos presidentes Evo Morales (Bolívia) e Hugo Chávez (Venezuela) de realizarem mudanças nas Constituições de seus países?
Pomar - Na Bolívia existe uma Assembléia Nacional Constituinte, eleita pelo povo, que está buscando concluir seus trabalhos. Na Venezuela, há uma reforma constitucional, que o Congresso está submetendo à aprovação popular. Nos dois casos, trata-se de uma decisão soberana e democrática, não um capricho pessoal. Cabe aos povos da Bolívia e da Venezuela aprovar ou não. Se eu fosse cidadão destes países, apoiaria e votaria a favor.
Folha Online - Como o senhor vê a presença do Brasil no Haiti?
Pomar - Por razões de princípio, considero que foi um erro aceitar participar da Minustah [Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti]. Defendo que a presença militar seja substituída, o mais rápido que for possível, pela cooperação exclusivamente civil, social, técnica e humanitária.
Folha Online - Qual a sua opinião sobre a relação entre o PT e a mídia? Numa situação ideal, como ela deveria ser?
Pomar - O PT deve lutar pelo fim dos monopólios da comunicação, pela ampliação dos setores público e estatal, pelo fortalecimento dos meios comunitários e de movimentos sociais, bem como da imprensa democrática. E deve trabalhar pelo fim da hipocrisia: boa mídia é aquela que combina informação objetiva com opinião assumida. Tomem partido mas façam bom jornalismo.
Folha Online - Qual é o PT que ficou depois do partido ser acusado de envolvimento com várias denúncias, como a do mensalão?
Pomar - Um partido composto por 1 milhão de pessoas, dentre as quais algumas cometeram erros. Um partido que é atacado principalmente pelos seus acertos e pelo que significa: o maior partido de esquerda do Brasil, um partido onde militam e no qual vota a maioria dos lutadores e lutadoras do povo brasileiro, o partido do presidente da República, de cinco governadores, de centenas de prefeitos/as e também de parlamentares municipais, estaduais e federais.
Folha Online - Como o partido deve se posicionar para retomar as bandeiras da ética e se aproximar da militância de rua e dos movimentos sociais?
Pomar - O desafio posto para o PT é construir uma nova estratégia política e um novo padrão de funcionamento, capaz de substituir aquele que predominou no partido entre 1995 e 2005. Uma política que tenha o socialismo como objetivo estratégico, que trabalhe pela ruptura com a herança neoliberal, que governe para realizar reformas estruturais no Brasil, que transfiram riqueza e poder para a maioria do povo.
Folha Online - O senhor apóia as estratégias utilizadas pelos movimentos de trabalhadores rurais de ocupações e invasões para chamar a atenção para o problema da reforma agrária?*
Pomar - Apóio as ocupações, não apenas como instrumento de propaganda, mas também como um meio concreto de realizar reforma agrária. Se algum governo quer evitar as ocupações, deve acelerar a reforma agrária. Por exemplo, atualizando o índice de produtividade.
Folha Online - O senhor apóia a realização de um plebiscito para rediscutir a privatização da Companhia Vale do Rio Doce?
Pomar - Apóio a realização de um plebiscito oficial e trabalharei para que o PT e o governo apóiem a retomada deste patrimônio. A privatização da Vale foi danosa ao patrimônio público. A empresa atua num ramo estratégico e precisa voltar a ser totalmente pública.
Folha Online - Na sua opinião, a Vale é um exemplo de privatização bem-sucedida?
Pomar - Para o povo, para os interesses nacionais, a privatização da Vale foi desastrosa. O caso da Petrobras prova: se a Vale tivesse continuado pública, ela teria obtido resultados semelhantes aos que está obtendo enquanto empresa controlada por capitais privados. Com a diferença que seu investimento e sua atuação levaria em conta os interesses do desenvolvimento nacional.
Folha Online - O senhor aprova a política econômica do atual governo que prioriza a estabilidade econômica e o controle da inflação? O senhor defende uma aceleração na política de redução dos juros?
Pomar - A política econômica do governo Lula não se resume a isto. Há um conjunto de ações em favor do crescimento econômico, da distribuição de renda, da ampliação do investimento público, inclusive das políticas sociais. Para que esta tendência se consolide, os juros tem que cair muito e rapidamente. A ortodoxia do Banco Central prejudica o país.
Folha Online - O senhor defende a realização de novas reformas tributária, previdenciária e política?
Pomar - Sou favorável a uma reforma política, com financiamento público, voto em lista, fidelidade partidária, alteração radical no papel do Senado (inclusive fim dos suplentes e instituição do mandato de quatro anos), bem como a uma ampliação dos mecanismos de participação e consulta popular. Sou favorável a uma reforma tributária, com ênfase para a progressividade e para o imposto sobre grandes fortunas. E sou contra a reforma da previdência. Neste caso, precisamos melhorar a gerência e o funcionamento do sistema, com destaque para a ampliação dos empregos formais e do número de contribuintes do sistema.
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Especial



O partido anterior privatizou a maioria das estatais, dobrou o desemprego, aumentou nossa divida externa, viciou o sistema público com empreiteiras e propinas (sem que polícia federal e TCU pudessem investigar), reduziu os investimentos em educação alegando cortar gastos para pagar os juros da dívida que eles mesmos criaram (superavit primário) e congelou investimento do estado - mantendo crescimento médio de 2,2%.
É ISSO AÍ BRASILEIROS, METE BROCA NO PT E VOTE NO PARTIDO OPOSITOR! ISSO QUE É INTELIGÊNCIA...
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