Brasil
30/11/2007 - 13h26

Lula volta a atacar o DEM e diz que governadores do PSDB querem a CPMF

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

Pelo terceiro dia seguido, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o DEM --a quem chama pelo antigo nome (PFL)-- por ser contrário à proposta que prorroga a cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011. Lula disse hoje que o Brasil não pode prescindir nem um dia sequer da dos recursos arrecadados por meio do tributo.

Segundo Lula, os partidos políticos "não podem ficar reféns de um discurso de um partido como o DEM que "não tem nada a perder". "O PFL [atual DEM] não tem perspectiva de poder. Porque só tem um governador, que é nosso aliado e quer a CPMF", afirmou o presidente se referindo a José Roberto Arruda (DEM-DF).

Lula acrescentou que os governadores do PSDB também desejam a continuidade da cobrança da CPMF. Segundo ele, uma minoria quer atrapalhar o desenvolvimento do país à medida em que "o povo brasileiro começa a ter o sabor da cidadania".

O presidente reafirmou estar tranqüilo em relação à aprovação da PEC (proposta de emenda constitucional) que estende a cobrança da CPMF até 2011. Para ele, isso é uma questão de responsabilidade.

Lula destacou que nem o governo nem os Estados e municípios podem abrir mão dessa arrecadação, citando como exemplo o Rio de Janeiro. Segundo ele, o Estado contribuiu, em 2006, com R$ 3,6 bilhões e teve retorno de R$ 2,5 bilhões.

"Se faltar consenso aos senadores, estou convicto que quem vai ter prejuízo não será nem o presidente nem o governador. Será o povo mais pobre, pois parte do dinheiro vai para pagar aposentadoria, Bolsa Saúde e Bolsa e Família. As pessoas terão que ter responsabilidade."

As declarações foram dadas na chegada de Lula à casa do arquiteto Oscar Niemeyer, no Rio --o encontro foi fechado.

Resposta

A executiva nacional do DEM reagiu ontem à declaração dr Lula sobre a falta de perspectiva de poder da legenda. Em nota oficial, o presidente e líderes do partido afirmam que Lula fez uma previsão que "não lhe pertence", além de desrespeitar a oposição de forma "arrogante a autoritária".

"Mais relevante que qualquer perspectiva de futuro para um líder e um partido político é representar as exigências e as necessidades da população e do país no tempo presente. A razão que leva o DEM a votar contra a prorrogação da CPMF é a certeza que este imposto é nocivo ao bolso do povo brasileiro e prejudicial ao desenvolvimento da economia", diz a nota.

O partido alega que a prorrogação da CPMF só interessa ao presidente Lula porque o governo pretende "seguir gastando o dinheiro das pessoas de forma perdulária e sem qualquer controle".

Em um tom agressivo, os democratas acusam Lula de "cinismo" ao afirmarem que o presidente mente ao país. "Não é um presidente da República que mente de forma cínica, que governa de costas para o país, que passa por cima dos compromissos assumidos, que não defende os valores éticos e que minou a confiança e a esperança das pessoas que vai definir o futuro do país ou o futuro do Democratas."

Na nota, a executiva do DEM ainda afirma que o povo brasileiro saberá eleger novos políticos para se "livrar da incompetência e da corrupção" que atingem o país nos dias de hoje. O partido considerou as palavras de Lula "insultosas, agressivas e desnecessárias ao presidente da República.

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Comentários dos leitores
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
É errado fazer essa divisão de quem merece mais ou quem merece menos, pois, a princípio, todos os partidos são iguais. No entanto, nós sabemos disso, que, se o DEM ou o PSDB estivesse no poder, ele também iriam fazer a mesma coisa. Isso sempre existirá nessa política pobre que é a brasileira. sem opinião
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Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
VIVA O PMDB: ESTÁ SEMPRE PRONTO PARA PREJUDICAR O POVO. QUE SAUDADE DE ULISSES
GUIMARÃES. O povo Brasileiro não aguenta mais.
sem opinião
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osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
Tentem diminuir os cargos públicos nomeados que sobrara dinheiro mesmo sem aumentar os impostos sem opinião
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