Brasil
30/11/2007 - 18h07

Cerca de 300 mil devem votar nas eleições do PT, dizem candidatos

da Folha Online

Cerca de 300 mil filiados do PT devem votar na primeira fase da eleição interna do partido, que acontece no domingo (2). Essa estimativa foi feita por três dos sete candidatos à presidência do partido: Valter Pomar, Jilmar Tatto e José Eduardo Cardozo.

Segundo eles, a expectativa é que de 200 a 300 mil filiados compareçam à eleição internado do partido. "Não temos previsão oficiais, só as oficiosas. As oficiosas variam de 200 mil a 300 mil", afirmou Pomar.

Dentro dessa previsão "oficiosa", os 200 mil referem-se aos participantes do 3º congresso do PT, realizado neste ano. E os 300 mil dizem respeito ao total de votantes do PED (processo de eleição direta) de 2005 --realizado logo após a denúncia do suposto mensalão.

Essa estimativa representa cerca de um terço do total de filiados do partido: 960 mil. Desses, 918 mil são aptos a votar. Para votar, é necessário estar filiado ao PT desde 2 de dezembro de 2006 e estar em dia com o pagamento da contribuição partidária. Os inadimplentes poderão pagar ou renegociar a dívida no próprio dia da votação.

No entanto, o partido informa que só 855 mil filiados votam em todas as esferas da eleição: nacional, estadual e municipal. Essa diferença refere-se aos filiados que votam nas comissões provisórias.

Se a eleição não for decidida neste domingo, o PT realizará um segundo turno no dia 16. O favorito é o atual presidente da legenda, Ricardo Berzoini (SP), que tenta a reeleição. Os favoritos para disputar um eventual segundo turno com Berzoini são Pomar, Tatto e Cardozo. Além deles, também disputam a eleição Markus Sokol, Gilney Viana e José Carlos Miranda.

Candidatos

Berzoini, da chapa CNB (Construindo um Novo Brasil), pertencia ao antigo Campo Majoritário, que reunia várias tendências --como a Articulação, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Cardozo, da chapa Mensagem ao Partido, é independente mas recebe o apoio de integrantes da corrente Democracia Socialista, como Raul Pont e a governadora Ana Júlia Carepa (PA).

Tatto, da corrente PT de Lutas e de Massas, recebeu o apoio das tendências Novo Rumo e Movimento PT e disputa a presidência pela chapa Partido é Pra Lutar.

Pomar, da Articulação de Esquerda, concorre com a chapa A Esperança é Vermelha. Também são de esquerda os candidatos Sokol (Terra, Trabalho e Soberania), Viana (Militância Socialista) e Miranda (Operário e Socialista).

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Comentários dos leitores
Antonio Fouto Dias (535) 11/02/2008 13h19
Antonio Fouto Dias (535) 11/02/2008 13h19
Em matéria divulgada hoje, a ministra Marta Suplicy afirma que não houve derrota para ela na eleição da executiva do partido, não é bem assim, considerando-se as informações divulgadas pelos diversos meios de comunicação, houve sim uma derrota, considerando-se que ninguém de seu grupo, faz parte da cúpula do partido. Quem levou a melhor foi o grupo de Tarso Genro, que se uniu a José Dirceu (que dupla) e loteou os principais postos de comando, realmente é uma boa dupla. O PT quer mesmo estar sempre em evidência. O ministro Tarso Genro, exerce o Ministério da Justiça que é ou deveria ser um ministério independente, preocupado com as questões da própria justiça, entretanto age mais como agente político do que como ministro. Quanto a Dirceu, sem comentários, é mais que sabido o que há a seu respeito. sem opinião
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Antonio Fouto Dias (535) 11/02/2008 13h09
Antonio Fouto Dias (535) 11/02/2008 13h09
Sr. Glauco, mil perdões, pela confusão de nomes,
incrível, mas é a segunda vez que acontece, preciso rever meu senso de atenção
Abraço,
Antonio Fouto Dias
Mirassol - SP
sem opinião
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Antonio Fouto Dias (535) 11/02/2008 00h07
Antonio Fouto Dias (535) 11/02/2008 00h07
Sr. Frederico Rufino, São Paulo/SP - 10/02 - 19h34
Também sou contra a reeleição, defendo um mandato de cinco anos, inclusive para o senado, porque este deve ter um mandato que equivale a dois mandatos de qualquer outro cargo eletivo? Entretanto, somos minoria, da mesma forma que não se aceita um terceiro mandato, o povo brasileiro prefere deixar a coisa como está, com apenas uma reeleição para cargos executivos. Uma reforma eleitoral, se torna não só necessária como urgente, entretanto, não há interesses desses políticos que aí estão em alterar alguma das regras do jogo, portanto, não devemos esperar para tão cedo uma reforma política. Temos que mudar, principalmente os nomes dos parlamentares, no Congresso Nacional, uma vez que é deles a atribuição da elaboração da citada reforma.
sem opinião
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