Brasil
01/12/2007 - 07h59

Oposição diz que Constituinte é passo para 3º mandato

ANDREZA MATAIS
da Folha de S.Paulo, em Brasília

A oposição considerou ontem a proposta do PT de convocar uma Constituinte destinada a discutir a reforma política como o "primeiro passo" para viabilizar o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Preocupado com a repercussão da iniciativa na votação da CPMF, o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), desdenhou da idéia. "Uns discutem a bomba atômica, outros o império, outros o disco voador, cada um tem seu tema predileto. Não é possível que maduro como é o país, a classe política e a própria imprensa, isso prospere. Essa discussão está na Venezuela e a Venezuela é bastante diferente do Brasil", disse Jucá.

O PT anunciou que começa a recolher assinaturas neste domingo, durante congresso do partido, para a proposta de realização de um plebiscito em 31 de janeiro de 2009 destinado a saber se a sociedade é a favor da Constituinte específica "para promover uma reforma constitucional no título 4º da Constituição".

A Folha revelou ontem que a reeleição para cargos majoritários está incluída nos pontos que o PT propõe discutir, o que, para a oposição, abre caminho para se ampliar a renovação do mandato.

"É um passo a frente que o PT dá no sentido de avançar na tese do terceiro mandato. O partido está saindo da inibição para a ousadia e o incentivo vem do Palácio do Planalto", disse o líder do DEM, senador José Agripino Maia (RN).

Para o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), a iniciativa do PT "reforça a tese de que eles não devem ter o auxílio da CPMF". Conforme o líder, o partido do governo tenta buscar apoio popular para mudar a regra da reeleição, o que é um erro porque "o povo não se adapta a democracia constituída". Como exemplo, o senador citou que, se consultado, "o povo apoiaria a pena de morte e o linchamento".

O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, acusou o governo de trabalhar pela prorrogação da CPMF por mais quatro anos para garantir o terceiro mandato a Lula e considerou a proposta de Constituinte como prova disso. Ele lembrou que no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso o imposto do cheque era renovada por um, dois anos, e que agora "Lula pede logo quatro anos" de CPMF garantidos.

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Comentários dos leitores
Antonio Fouto Dias (535) 11/02/2008 13h19
Antonio Fouto Dias (535) 11/02/2008 13h19
Em matéria divulgada hoje, a ministra Marta Suplicy afirma que não houve derrota para ela na eleição da executiva do partido, não é bem assim, considerando-se as informações divulgadas pelos diversos meios de comunicação, houve sim uma derrota, considerando-se que ninguém de seu grupo, faz parte da cúpula do partido. Quem levou a melhor foi o grupo de Tarso Genro, que se uniu a José Dirceu (que dupla) e loteou os principais postos de comando, realmente é uma boa dupla. O PT quer mesmo estar sempre em evidência. O ministro Tarso Genro, exerce o Ministério da Justiça que é ou deveria ser um ministério independente, preocupado com as questões da própria justiça, entretanto age mais como agente político do que como ministro. Quanto a Dirceu, sem comentários, é mais que sabido o que há a seu respeito. sem opinião
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Antonio Fouto Dias (535) 11/02/2008 13h09
Antonio Fouto Dias (535) 11/02/2008 13h09
Sr. Glauco, mil perdões, pela confusão de nomes,
incrível, mas é a segunda vez que acontece, preciso rever meu senso de atenção
Abraço,
Antonio Fouto Dias
Mirassol - SP
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Antonio Fouto Dias (535) 11/02/2008 00h07
Antonio Fouto Dias (535) 11/02/2008 00h07
Sr. Frederico Rufino, São Paulo/SP - 10/02 - 19h34
Também sou contra a reeleição, defendo um mandato de cinco anos, inclusive para o senado, porque este deve ter um mandato que equivale a dois mandatos de qualquer outro cargo eletivo? Entretanto, somos minoria, da mesma forma que não se aceita um terceiro mandato, o povo brasileiro prefere deixar a coisa como está, com apenas uma reeleição para cargos executivos. Uma reforma eleitoral, se torna não só necessária como urgente, entretanto, não há interesses desses políticos que aí estão em alterar alguma das regras do jogo, portanto, não devemos esperar para tão cedo uma reforma política. Temos que mudar, principalmente os nomes dos parlamentares, no Congresso Nacional, uma vez que é deles a atribuição da elaboração da citada reforma.
sem opinião
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