Brasil
03/12/2007 - 17h08

Oposição articula adiamento da votação da CPMF para evitar derrota

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Com a possibilidade de não reunir os votos necessários para impedir a aprovação da proposta que prorroga a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011, a oposição já se articula para atrasar a votação da matéria no plenário da Casa. Senadores do DEM e PSDB decidiram fazer uma contabilidade diária dos votos para definir qual a estratégia a ser seguida antes que a matéria chegue ao plenário.

A Folha Online apurou que a oposição pretende postergar a votação da matéria na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) se perceber que não tem os 33 votos necessários para impedir a aprovação da CPMF no plenário. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), pretende colocar em votação seu parecer na CCJ sobre as emendas apresentadas à matéria na quarta-feira.

O objetivo de Jucá é aprovar o parecer na comissão na quarta-feira para, um dia depois, incluir a prorrogação da CPMF na pauta de votações do plenário. A oposição chegou a concordar com essa estratégia na semana passada, quando anunciou ter os votos necessários para impedir a vitória governista.

DEM e PSDB, no entanto, afirmam agora que vão lutar para que os prazos regimentais de tramitação da matéria sejam respeitados na CCJ --uma vez que o regimento da Casa prevê até 30 dias para que o parecer seja colocado em votação na comissão.

"Vai ser tudo seguido religiosamente dentro das normas regimentais. O presidente da CCJ tem autoridade para definir o melhor prazo de votação", disse o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN).

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse ser favorável ao adiamento da votação da CPMF --já que a vigência da contribuição termina no dia 31 de dezembro deste ano.

"Se houvesse uma estratégia para levar a votação para janeiro, seria ideal. Eu acho que votar agora fica apressado demais, apesar da oposição achar que deveria se votar já há 15 dias. Há algumas mudanças de votos que vão surgir nos próximos dias que vão definir a votação", afirmou Guerra.

Oficialmente, a oposição nega que tenha perdido votos para derrubar a prorrogação da CPMF. A mudança no discurso, porém, foi motivada pela possibilidade de dissidências na base aliada do governo. O DEM e o PSDB temem que o governo intensifique a liberação de créditos a governistas nos próximos dias em busca de votos favoráveis à matéria.

"Vai ser muito duro. Estamos falando de uma diferença de dois ou três votos para um lado ou para o outro", reconheceu Guerra.

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Comentários dos leitores
josé reis barata barata (1424) 13/06/2008 11h39
josé reis barata barata (1424) 13/06/2008 11h39
ARACAJU / SE
S. Levy, sem palavras, bastam as suas.Difíceis de contestar, em especial, quanto a mais justa indignação , e, quando há emoção, verdadeira e honesta, prepondera o coração; que, tem razões, que a própria razão desconhece.
Cordiais saudações, barata.
sem opinião
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S Levy (108) 13/06/2008 11h10
S Levy (108) 13/06/2008 11h10
MIG, pronto, o nome do projeto é 'Proposition 13'. Isso foi nos anos '70 porém com conseqüencias até hoje. É conhecido também como o Jarvis-Gann Initiative devido a altissimas taxas sobre a propriedade, na California. Isso levou a uma revolta contra o governo. Ai em seguida foi passado um 'Proposition 4' Amendment, Essas Proposals reduziram os impostos em 57%. que entre outras coisas obrigaram o governo local cortar suas próprias despesas ou melhor, gastos. Esses projetos obrigam o governo a devolver aos contribuintes os excedentes arrecadados. O Gann Limit como é chamado,impõe limites no que o governo pode gastar, calculados de acordo com o municipio e sua respectiva população. P. ex. No ano fiscal de 1986-87, $1.1 bilhão de Dólares foi devolvido aos contribuintes dentro dessas limitações. Tudo isso é controlado pela própria popuulação. É isso MIG que chamo de cidadania e civismo, não as leis tupiniquins a nós impostas por governantes primitivos e gananciosos os quais têm também como respaldo outro setor de assaltantes - os bancos - além como ja disse antes, duma população egoista, egocentrista, que deveria se levantar e rebelar contra esse estado de coisas. Como fazer isso? É fácil, todos poderiam apresentar sugestoes a ser discutidas e aplicadas em seguida. Por enquanto meu voto continuara anulado. Abraços. sem opinião
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S Levy (108) 13/06/2008 05h12
S Levy (108) 13/06/2008 05h12
Sr. MIG continuando, (faltou espaço na msg. anterior), eu NÃO sou PTista, muito ao contrário, venho dum pais onde reinava o terrorismo 'comuna' e sei perfeitamente mais que bem o que significam governos prepotentes, ditadoriais, imb-ecis, incompetentes, omissos., corruptos, lotados de va-ga-bundos. É por isso mesmo que estou fazendo as formlidades para cair fora, igualzinha a uns 3 milhões que tiveram o bom senso e a visão de se mandarem já faz vários anos. É o caso hoje de aplicar o ditado: '"e o último a sair, apague as luzes." Aqui, alem de sermos lesados por todos os meios esse governo insulta nossa inteligência contando lorotas de como controlará tudo bem melhor. Bem melhor? com o dinheiro de quem? Nao falo somente do PT, é so analisar os governos anteriores... vc acha que FHC, Figueredo, Castelo Branco, etc. etc. eram melhores? Durante a ditadura militar pelo menos tinhamos segurança nas ruas, quanto aomresto, sem comentários. Hoje nem isso temos. Isso ai virou um p.. dum b...l !! Como dizem os Argentinos: Hay Gobierno, Soy Contra; e os Italianos: Ma come piove governo maledetto... 2 opiniões
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