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Brasil
03/12/2007 - 18h30

Lula diz que referendo é "vontade da maioria"; senadores comemoram derrota de Chávez

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, durante reunião da coordenação política do governo, que a derrota do presidente Hugo Chávez no referendo sobre o apoio à reforma constitucional da Venezuela expressa a "vontade da maioria" do país.
Segundo o presidente, a vitória da oposição foi construída "aos poucos", mas ganhou força com o engajamento de estudantes no movimento contra Chávez desde o mês passado. Lula ressaltou ao grupo de coordenação política a importância de Chávez ter reconhecido a derrota.

No Congresso, a oposição comemorou o resultado do referendo venezuelano. "A derrota, no mínimo, mostra que o presidente Chávez não passa de um ditadorzinho vulgar que não tem lugar na Venezuela. Está de parabéns o povo venezuelano", disse o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM).

Para o senador José Sarney (PMDB-AP), o regime democrático na Venezuela permitiu ao povo decidir o futuro de seu líder político. O peemedebista disse que o resultado do referendo "tranqüiliza a todos" os brasileiros contrários à instalação de um governo autoritário no país vizinho.

"A democracia é realmente o grande regime e ela tem uma extraordinária força. Foi através do processo democrático que, contra todas as expectativas, o povo da Venezuela resolveu não aprovar o modelo de governo proposto por Chávez e preferiu manter-se no caminho de aprimorar as instituições democráticas", afirmou.

Resultados

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela anunciou nesta segunda-feira a vitória do "não" no referendo a respeito da reforma constitucional proposta por Hugo Chávez, em um resultado que marca a primeira derrota eleitoral do líder venezuelano em 9 anos.

O resultado oficial contrariou as previsões das pesquisas de boca-de-urna, que mostravam uma vitória apertada do "sim". Com um total de 97% das urnas apuradas, 50,7% dos votantes --o equivalente a cerca de 4,5 millhões-- optaram pelo "não", contra 49, 29% -- cerca de 4, 3 milhões-- que escolheram o "sim".

Após a derrota, Chávez atribuiu o resultado negativo à abstenção de 44% registrada. Dos 16 milhões de eleitores, apenas cerca de 8,8 milhões foram às urnas depositar seus votos.

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Comentários dos leitores
caio bastos lucchesi (256) 27/11/2009 09h44
caio bastos lucchesi (256) 27/11/2009 09h44
Herói,só se for em comédia dos Trapalhões,sem o
romantismo de um Che Guevara,ou a eficiência do
Bin Laden,El Gran de Coca Cola nem como tenor de
ópera bufa,tem lugar na história.É um personagem
que já nasceu póstumo...
sem opinião
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O Pacificador (209) 18/11/2009 20h02
O Pacificador (209) 18/11/2009 20h02
"Presidente de TV diz que Chávez faz de tudo para levá-lo à prisão..."
E continuará fazendo...
Essa gente, odeia a imprensa livre e os direitos individuais.
A Argentina, segue pelo mesmo caminho perigoso.
O Brasil, está aos poucos sendo cercado por um "muro" de populistas e demagogos da pior espécie.
O triste é saber, que tem muita gente aqui, que adoraria ir pelo mesmo caminho dos comunistas bolivarianos.
Vão sonhando, vão sonhando...
28 opiniões
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Santos Júnior (307) 18/11/2009 01h00
Santos Júnior (307) 18/11/2009 01h00
"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer erigir para si um pedestal onde possa aparecer ante a Europa e os Estados Unidos como o grande patrono da governança latino-americana. Auto-suficiente e com um visível tom de desprezo, seu anúncio inconsulto feito em Londres ante os editores do Financial Times, no sentido de que ele "reunirá" em 26 de novembro Hugo Chávez e Álvaro Uribe em Manaus "para que resolvam suas diferenças", é um insulto à Colômbia e uma piada à realidade do que está ocorrendo no continente.
Depois de ter apoiado, por ação ou omissão, o expansionismo totalitário do chefe de Estado venezuelano, Lula quer dar-lhe uma virgindade e apresentá-lo como uma vítima dos Estados Unidos e da Colômbia.
É bom o sr Lula tirar o cavalinho da chuva que a festinha está prestes a terminar.
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