Lula diz que referendo é "vontade da maioria"; senadores comemoram derrota de Chávez
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, durante reunião da coordenação política do governo, que a derrota do presidente Hugo Chávez no referendo sobre o apoio à reforma constitucional da Venezuela expressa a "vontade da maioria" do país.
Segundo o presidente, a vitória da oposição foi construída "aos poucos", mas ganhou força com o engajamento de estudantes no movimento contra Chávez desde o mês passado. Lula ressaltou ao grupo de coordenação política a importância de Chávez ter reconhecido a derrota.
No Congresso, a oposição comemorou o resultado do referendo venezuelano. "A derrota, no mínimo, mostra que o presidente Chávez não passa de um ditadorzinho vulgar que não tem lugar na Venezuela. Está de parabéns o povo venezuelano", disse o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM).
Para o senador José Sarney (PMDB-AP), o regime democrático na Venezuela permitiu ao povo decidir o futuro de seu líder político. O peemedebista disse que o resultado do referendo "tranqüiliza a todos" os brasileiros contrários à instalação de um governo autoritário no país vizinho.
"A democracia é realmente o grande regime e ela tem uma extraordinária força. Foi através do processo democrático que, contra todas as expectativas, o povo da Venezuela resolveu não aprovar o modelo de governo proposto por Chávez e preferiu manter-se no caminho de aprimorar as instituições democráticas", afirmou.
Resultados
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela anunciou nesta segunda-feira a vitória do "não" no referendo a respeito da reforma constitucional proposta por Hugo Chávez, em um resultado que marca a primeira derrota eleitoral do líder venezuelano em 9 anos.
O resultado oficial contrariou as previsões das pesquisas de boca-de-urna, que mostravam uma vitória apertada do "sim". Com um total de 97% das urnas apuradas, 50,7% dos votantes --o equivalente a cerca de 4,5 millhões-- optaram pelo "não", contra 49, 29% -- cerca de 4, 3 milhões-- que escolheram o "sim".
Após a derrota, Chávez atribuiu o resultado negativo à abstenção de 44% registrada. Dos 16 milhões de eleitores, apenas cerca de 8,8 milhões foram às urnas depositar seus votos.
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Especial


romantismo de um Che Guevara,ou a eficiência do
Bin Laden,El Gran de Coca Cola nem como tenor de
ópera bufa,tem lugar na história.É um personagem
que já nasceu póstumo...
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E continuará fazendo...
Essa gente, odeia a imprensa livre e os direitos individuais.
A Argentina, segue pelo mesmo caminho perigoso.
O Brasil, está aos poucos sendo cercado por um "muro" de populistas e demagogos da pior espécie.
O triste é saber, que tem muita gente aqui, que adoraria ir pelo mesmo caminho dos comunistas bolivarianos.
Vão sonhando, vão sonhando...
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Depois de ter apoiado, por ação ou omissão, o expansionismo totalitário do chefe de Estado venezuelano, Lula quer dar-lhe uma virgindade e apresentá-lo como uma vítima dos Estados Unidos e da Colômbia.
É bom o sr Lula tirar o cavalinho da chuva que a festinha está prestes a terminar.
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