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Brasil
03/12/2007 - 19h59

Planalto articula para evitar renúncia de Renan antes da votação da CPMF

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O Palácio do Planalto entrou em campo para evitar que o presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), renuncie em definitivo ao cargo antes da votação da proposta que prorroga a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011. A Folha Online apurou que Renan foi procurado por um emissário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos últimos dias com a missão de convencê-lo a permanecer apenas afastado do cargo, sem a renúncia definitiva.

O governo teme que, com a renúncia, o PMDB deflagre uma disputa interna para a escolha do sucessor de Renan, o que poderia rachar o partido na votação da contribuição. O Planalto teme que, entre outras dissidências, o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) se volte contra a prorrogação da CPMF caso o seu nome não tenha o apoio do partido para concorrer à presidência do Senado.

Como a licença de Renan do comando da Casa Legislativa termina no dia 29 de dezembro, o peemedebista disse a interlocutores que pode inclusive adiar a renúncia para o ano que vem com o objetivo de não tumultuar a votação da CPMF.

Otimista com a vitória no plenário do Senado na votação de amanhã, Renan disse a aliados que a renúncia não será decisiva para absolvê-lo no processo de cassação. O senador calcula que terá entre 45 e 50 votos em seu favor para não perder o mandato --pelo menos quatro a mais que o mínimo de 41 votos necessários para escapar da cassação.

Aliados do peemedebista afirmam que os seis senadores que se abstiveram na primeira votação contra Renan vão migrar agora para a absolvição do peemedebista.

Discurso

Renan disse a aliados que vai, pessoalmente, subir na tribuna do Senado amanhã para fazer seu discurso de defesa. A Folha Online apurou que o texto foi elaborado pelo próprio senador, com a ajuda de advogados. No discurso, Renan vai concentrar os ataques na figura do usineiro João Lyra, que acusou o peemedebista de ter firmado sociedade oculta com ele para a compra de um grupo de comunicação em Alagoas com o uso de laranjas.

A estratégia de Renan é a de evitar ataques aos senadores, com a adoção de um tom conciliatório capaz de garantir sua absolvição. O senador vai reiterar que não usou laranjas para comprar duas rádios e um jornal em Alagoas, motivo que justificaria sua permanência na Casa.

Renan também vai direcionar seu discurso aos eleitores de Alagoas. Aliados do peemedebista encomendaram uma pesquisa no Estado para avaliar sua popularidade após os processos que enfrentou no Conselho de Ética do Senado. Com uma queda em sua aprovação em Alagoas, Renan quer reverter a imagem negativa firmada no Estado --capaz de afetar uma eventual candidatura no futuro.

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Comentários dos leitores
Wilson Carvalho (23) 19/10/2009 16h30
Wilson Carvalho (23) 19/10/2009 16h30
Nós aqui do POVÃO tambe´m temos nossos cinco candidatos a presiência..
1) O Coveiro do Cemitério Araça (adora enterrar o povão na lama)
2) O mendigo que mora debaixo da ponte (tá cheio de atanto "papelão")
3) Meu cachorro Rex (Late mas não morde)
4) Minha sogra (vai com Deus...não aceito devoluções)
5) O Papagaio Louro de meu vizinho (fala...fala mas nem sabe o que tá falando)
Mas se faltar mais um suplente...Nós aqui temos a solução.
Vamos contratar todosos nossos parentes para "nos dar uma forcinha"...De quebra cadaum devolverá 30% de seus vencimentos brutos em espécia....
Isso sim que é política...
M-A-R-A-V-I-L-H-A
sem opinião
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Wilson Carvalho (23) 16/08/2009 16h53
Wilson Carvalho (23) 16/08/2009 16h53
Vote nulo...ou melhor...nem compareça as urnas....
Perder tempo com estes canalhas????
Nunca mais!
Prefiro uma revolução ARMADA!
2 opiniões
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Egberto Almeida (5) 12/08/2009 11h13
Egberto Almeida (5) 12/08/2009 11h13
VOTE CONSCIENTE! VOTE NULO, OU SERÁ QUE CONSEGUIMOS RENOVAR ALGUMA COISA EM BRASILIA PARA 2010? 1 opinião
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