Brasil
04/12/2007 - 10h27

Sessão que definirá futuro de Renan será dividida em três etapas

RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

A sessão de julgamento do presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), será dividida em três etapas. O presidente interino da Casa, Tião Viana (PT-AC), afirmou nesta terça-feira que organizou a sessão para que todos os 81 senadores interessados tenham direito a discursar.

Em seguida, haverá mais meia hora para que Renan, o relator do processo, senador Jefferson Péres (PDT-AM), e os autores da denúncia contra ele --DEM e PSDB-- possam defender suas posições e, por último, o início da votação do processo que pode levar à perda de mandato do peemedebista.

"[Está] tudo preparado", afirmou Viana ao chegar ao Senado. "Espero que a partidarização seja deixada de lado. [Espero que] seja um julgamento pautado numa visão de consciência política, com um sentimento de justiça, de ética e a consideração que devemos ter com as nossas responsabilidades", reiterou.

A sessão está marcada para as 15h e os senadores julgarão se Renan quebrou ou não o decoro parlamentar com as denúncias de que teria usado "laranjas" para a compra de empresas de comunicação no interior de Alagoas.

Ao contrário do que ocorreu em setembro, quando foi julgado o primeiro processo contra Renan, desta vez a sessão será aberta e não mais secreta. Mas os 81 senadores votarão no processo de forma sigilosa, sem que tenham de revelar suas posições publicamente.

O petista evitou comentar se há uma tendência de Renan renunciar à presidência do Senado. "Essa decisão é de foro íntimo. O que posso antecipar é que tratando com alguns líderes houve uma preocupação que não houvesse nenhuma atitude imediata caso isso viesse a ocorrer", afirmou o senador. "Caso haja uma renúncia de Renan, vou transferir a responsabilidade para o que deva ser feito na Casa para uma eventual substituição para os senhores líderes. Esse ambiente estará construído nesses termos."

Na semana passada, o petista afirmou que estaria disposto a promover já amanhã uma sessão de votação para a escolha do novo presidente do Senado, caso Renan venha a renunciar ou perder o mandato parlamentar.

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Comentários dos leitores
Márcio Cardoso (3) 23/05/2008 01h35
Márcio Cardoso (3) 23/05/2008 01h35
SALVADOR / BA
BARSÍLIA CONSEGUE SER PALCO DOS CRIMES PERFEITOS, CONTRARIANDO AS TESES. É UMA VERGONHA. VOTAR É OBRIGATÓRIO, MAS JULGAR PODRES POLÍTICOS TEM QUE SER SECRETO E A MARGEM DA OPINIÃO PÚBLICA. ONDE IREMOS PARAR? O QUE MAIS VAMOS ENGOLIR? O BRASILEIRO É MUITO PACIENTE, OU SERIA INCONSCIENTE? MEUS FILHOS AINDA VÃO SOFRER MUITO. sem opinião
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Luiz Stephano De Módena (1211) 25/02/2008 06h58
Luiz Stephano De Módena (1211) 25/02/2008 06h58
GUARUJA / SP
Enquanto a impunidade reinar neste país, servindo de alicerde para todo tipo de imoralidade e de corrupção, esse tipo de conduta e desrespeito dos maus políticos ao cidadão brasileiro, será sempre uma rotina, que na gíria seria definido como "tipo" é "normal".
A que ponto chegamos....
77 opiniões
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Antonio Fouto Dias (1327) 24/02/2008 17h36
Antonio Fouto Dias (1327) 24/02/2008 17h36
Boa Tarde, Sr. Marco Carneiro, 24/02-11h02 - Quanto a questão que o senhor coloca na conclusão de vosso comentário, ó senhor mesmo coloca a resposta no seu teor. Supostamente, só pode mesmo ser pela GRANA que envolve cada ministério ou cada empresa estatal que tudo fazem para que partidários exerçam suas funções na administração dos mesmos. Um dos partidos que mudou de rumo e para pior, foi o PMDB, que já teve em suas fileiras, Ulisses Guimarães, Tancredo Neves, Mário Covas, entre outros e que daquele tempo de MDB, restam muitos poucos, como Pedro Simom, Jarbas Vasconcelos e Mão Santa. Este PMDB, dava a alma em defesa dos interesses nacionais e não queriam nada por isso, entretanto de uns tempos para cá, só sabem e exigir vantagens para votar em projetos de interesse do Governo. Pelo que o senhor escreve, pensamos a mesma coisa nesse aspécto de indoneidade na política. Eu tenho uma opinião, em que encontrei adeptos e opositores, mas, julgo importante, de que, através de contato numa rede ou por e-mails, juntássemos forças para colocar em prática o que pensamos, quanto a políticos corruptos. A imprensa está fazendo sua parte, mas na hora H, não irá querer divulgar nomes e isso cabe a nós fazê-lo, para que possamos evitar a reeleição de muitos desses que se apoderam de recursos públicos.
Muito Grato por vossa opinião.
Bom final de domingo Sr. Marco.
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