Brasil
04/12/2007 - 15h16

Senado julga Renan pela 2ª vez; senador cogita renúncia

GABRIELA GUERREIRO
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Começou por volta das 15h20 desta terça-feira a sessão que vai julgar o processo por quebra de decoro parlamentar contra o presidente licenciado da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Nesse processo, o peemedebista é acusado de usar laranjas para comprar um grupo de comunicação em Alagoas.

Esse é o segundo julgamento que Renan enfrenta no plenário do Senado. No primeiro, realizado em 12 de setembro, ele foi absolvido no processo que pedia sua cassação pelo suposto uso de recursos da Mendes Júnior para pagar pensão e aluguel à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento.

A Folha Online apurou que Renan analisa a possibilidade de renunciar à presidência do Senado. Ele teria, inclusive, elaborado sua carta de renúncia com o auxílio de advogados para apresentá-la ao plenário do Senado.

A Folha Online apurou ainda que Renan pretende sentir o clima do plenário para decidir se renuncia ou não hoje ao cargo.

O peemedebista acredita que, ao se afastar em definitivo da presidência do Senado, poderá conquistar votos a seu favor e garantir seu mandato como senador na Casa Legislativa.

Sessão

Os primeiros a chegar ao plenário para a sessão de hoje foram os senadores José Sarney (PMDB-AP) e Roseana Sarney (PMDB-MA).

Deputados também acompanham a sessão no plenário do Senado, como o irmão de Renan Renildo Calheiros (PC do B-PE) e o líder do PSOL na Câmara, deputado Chico Alencar (RJ), além da presidente nacional do PSOL, ex-senadora Heloísa Helena (AL).

O processo será analisado em sessão aberta, mas a votação continua secreta. Na primeira parte da sessão, o relator Jefferson Péres (PDT-AM) deve apontar os motivos pelos quais sugere a cassação do mandato de Renan. O próprio Renan pode se defender ou pode escalar um advogado para representá-lo no plenário da Casa.

Sigilo

Os senadores que revelarem seus votos na sessão que vai definir o futuro político de Renan correm o risco de responder a processos por quebra de decoro parlamentar. Segundo o presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), o regimento interno da Casa prevê o sigilo do voto em casos de perda de mandato --como determina a Constituição Federal--, o que pode resultar em punições para os senadores que não cumprirem a regra.

Viana evitou adiantar, porém, se pretende estabelecer punições para os senadores que divulgarem seus votos publicamente.

Desde 2002, os deputados e senadores discutem o fim do voto secreto no Congresso Nacional para processos de perda de mandato. Até hoje, porém, os parlamentares não mudaram o artigo da Constituição Federal que estabelece votação secreta para casos de perda de mandato, escolha de autoridades federais, vetos presidenciais e eleição da Mesa Diretora da Câmara e do Senado.

Comentários dos leitores
Márcio Cardoso (3) 23/05/2008 01h35
Márcio Cardoso (3) 23/05/2008 01h35
SALVADOR / BA
BARSÍLIA CONSEGUE SER PALCO DOS CRIMES PERFEITOS, CONTRARIANDO AS TESES. É UMA VERGONHA. VOTAR É OBRIGATÓRIO, MAS JULGAR PODRES POLÍTICOS TEM QUE SER SECRETO E A MARGEM DA OPINIÃO PÚBLICA. ONDE IREMOS PARAR? O QUE MAIS VAMOS ENGOLIR? O BRASILEIRO É MUITO PACIENTE, OU SERIA INCONSCIENTE? MEUS FILHOS AINDA VÃO SOFRER MUITO. sem opinião
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Luiz Stephano De Módena (1211) 25/02/2008 06h58
Luiz Stephano De Módena (1211) 25/02/2008 06h58
GUARUJA / SP
Enquanto a impunidade reinar neste país, servindo de alicerde para todo tipo de imoralidade e de corrupção, esse tipo de conduta e desrespeito dos maus políticos ao cidadão brasileiro, será sempre uma rotina, que na gíria seria definido como "tipo" é "normal".
A que ponto chegamos....
77 opiniões
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Antonio Fouto Dias (1327) 24/02/2008 17h36
Antonio Fouto Dias (1327) 24/02/2008 17h36
Boa Tarde, Sr. Marco Carneiro, 24/02-11h02 - Quanto a questão que o senhor coloca na conclusão de vosso comentário, ó senhor mesmo coloca a resposta no seu teor. Supostamente, só pode mesmo ser pela GRANA que envolve cada ministério ou cada empresa estatal que tudo fazem para que partidários exerçam suas funções na administração dos mesmos. Um dos partidos que mudou de rumo e para pior, foi o PMDB, que já teve em suas fileiras, Ulisses Guimarães, Tancredo Neves, Mário Covas, entre outros e que daquele tempo de MDB, restam muitos poucos, como Pedro Simom, Jarbas Vasconcelos e Mão Santa. Este PMDB, dava a alma em defesa dos interesses nacionais e não queriam nada por isso, entretanto de uns tempos para cá, só sabem e exigir vantagens para votar em projetos de interesse do Governo. Pelo que o senhor escreve, pensamos a mesma coisa nesse aspécto de indoneidade na política. Eu tenho uma opinião, em que encontrei adeptos e opositores, mas, julgo importante, de que, através de contato numa rede ou por e-mails, juntássemos forças para colocar em prática o que pensamos, quanto a políticos corruptos. A imprensa está fazendo sua parte, mas na hora H, não irá querer divulgar nomes e isso cabe a nós fazê-lo, para que possamos evitar a reeleição de muitos desses que se apoderam de recursos públicos.
Muito Grato por vossa opinião.
Bom final de domingo Sr. Marco.
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