Brasil
04/12/2007 - 16h00

Renan renuncia à presidência do Senado no meio do julgamento

RENATA GIRALDI
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) renunciou nesta terça-feira à presidência da Casa Legislativa. A renúncia foi anunciada no meio do julgamento do projeto de resolução que pede a cassação do mandato de Renan por quebra de decoro parlamentar. Nesse processo, Renan é acusado de usar laranjas para comprar um grupo de comunicação em Alagoas.

"Renuncio ao mandato de presidente do Senado sem mágoas ou ressentimentos, de cabeça erguida, demonstrando mais uma vez que não usei das prerrogativas do cargo pra me defender", diz ele.

Alan Marques/Folha imagem
Renan Calheiros renuncia à presidência do Senado Federal no meio do julgamento
Renan Calheiros renuncia à presidência do Senado Federal no meio do julgamento

Renan diz que não renunciou antes para não parecer que era culpado. "Não adotei esse gesto antes porque poderia sugerir naquele momento aceitação de inverdades. Essa interpretação não me pareceu a mais conveniente, mas agi de acordo com a minha consciência. É uma das horas mais difíceis da minha vida."

A Folha Online apurou que Renan não pensava até ontem à noite em renunciar ao cargo. O Planalto havia enviado emissários pedindo que Renan adiasse sua renúncia para não atrapalhar a votação da proposta que prorroga a cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011.

No entanto, o peemedebista acredita que a renúncia pode beneficiá-lo no julgamento, já que sua decisão pode sensibilizar os senadores.

Disputa

Com a renúncia de Renan, o comando do PMDB vai deflagrar oficialmente a campanha pela sucessão da presidência do Senado. O nome escolhido pelos peemedebistas ainda não foi definido porque os senadores do partido tentam um acordo com as demais legendas para evitar candidaturas avulsas e rejeições.

No entanto, pelos menos três senadores peemedebistas já se lançaram extra-oficialmente na disputa: Garibaldi Alves (RN), José Maranhão (PB) e Edison Lobão (MA).

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Comentários dos leitores
Márcio Cardoso (3) 23/05/2008 01h35
Márcio Cardoso (3) 23/05/2008 01h35
SALVADOR / BA
BARSÍLIA CONSEGUE SER PALCO DOS CRIMES PERFEITOS, CONTRARIANDO AS TESES. É UMA VERGONHA. VOTAR É OBRIGATÓRIO, MAS JULGAR PODRES POLÍTICOS TEM QUE SER SECRETO E A MARGEM DA OPINIÃO PÚBLICA. ONDE IREMOS PARAR? O QUE MAIS VAMOS ENGOLIR? O BRASILEIRO É MUITO PACIENTE, OU SERIA INCONSCIENTE? MEUS FILHOS AINDA VÃO SOFRER MUITO. sem opinião
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Luiz Stephano De Módena (1211) 25/02/2008 06h58
Luiz Stephano De Módena (1211) 25/02/2008 06h58
GUARUJA / SP
Enquanto a impunidade reinar neste país, servindo de alicerde para todo tipo de imoralidade e de corrupção, esse tipo de conduta e desrespeito dos maus políticos ao cidadão brasileiro, será sempre uma rotina, que na gíria seria definido como "tipo" é "normal".
A que ponto chegamos....
77 opiniões
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Antonio Fouto Dias (1327) 24/02/2008 17h36
Antonio Fouto Dias (1327) 24/02/2008 17h36
Boa Tarde, Sr. Marco Carneiro, 24/02-11h02 - Quanto a questão que o senhor coloca na conclusão de vosso comentário, ó senhor mesmo coloca a resposta no seu teor. Supostamente, só pode mesmo ser pela GRANA que envolve cada ministério ou cada empresa estatal que tudo fazem para que partidários exerçam suas funções na administração dos mesmos. Um dos partidos que mudou de rumo e para pior, foi o PMDB, que já teve em suas fileiras, Ulisses Guimarães, Tancredo Neves, Mário Covas, entre outros e que daquele tempo de MDB, restam muitos poucos, como Pedro Simom, Jarbas Vasconcelos e Mão Santa. Este PMDB, dava a alma em defesa dos interesses nacionais e não queriam nada por isso, entretanto de uns tempos para cá, só sabem e exigir vantagens para votar em projetos de interesse do Governo. Pelo que o senhor escreve, pensamos a mesma coisa nesse aspécto de indoneidade na política. Eu tenho uma opinião, em que encontrei adeptos e opositores, mas, julgo importante, de que, através de contato numa rede ou por e-mails, juntássemos forças para colocar em prática o que pensamos, quanto a políticos corruptos. A imprensa está fazendo sua parte, mas na hora H, não irá querer divulgar nomes e isso cabe a nós fazê-lo, para que possamos evitar a reeleição de muitos desses que se apoderam de recursos públicos.
Muito Grato por vossa opinião.
Bom final de domingo Sr. Marco.
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