Brasil
04/12/2007 - 16h17

Senado reúne líderes para discutir sucessão de Renan na terça-feira

GABRIELA GUERREIRO
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), disse hoje que os líderes partidários devem se reunir na terça-feira (11) da próxima semana para discutir o processo eleitoral para a presidência da Casa. Renan Calheiros (PMDB-AL) renunciou hoje à presidência do Senado no do julgamento do projeto de resolução que pede a cassação do seu mandato por quebra de decoro parlamentar. Renan é acusado de usar laranjas para comprar um grupo de comunicação em Alagoas.

"Renuncio ao mandato de presidente do Senado sem mágoas ou ressentimentos, de cabeça erguida, demonstrando mais uma vez que não usei das prerrogativas do cargo pra me defender", diz Renan.

Apesar do prazo regimental de cinco dias para convocar novas eleições, Viana disse que o tempo pode ser flexibilizado se houver acordo entre os líderes partidários.

O petista afirmou que não vai dar início ao processo sucessório sem o aval dos líderes partidários. "Vou agir sem nenhum tipo de precipitação", disse o petista.

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), pediu tempo para que a oposição possa se preparar para a disputa pela presidência da Casa. "A oposição precisa de tempo para nos prepararmos para um combate. Queremos tempo, ou para aceitar o candidato que nos for sugerido, ou tempo para buscar a vitória sobre este candidato se ele não for do agrado da oposição", afirmou o tucano.

O PMDB vai lutar para permanecer no comando do Senado, já que o partido afirma ter direito à presidência da Casa por reunir a maior bancada --no total de 20 senadores. Pelo menos três peemedebistas já lançaram, extra-oficialmente, seus nomes na disputa: Garibaldi Alves (RN), Neuto de Conto (SC) e José Maranhão (PB).

O líder do partido no Senado, Valdir Raupp (RO), também é cotado para disputar o cargo --apesar do peemedebista negar a disposição em suceder Renan. Raupp disse não haver possibilidade da presidência do Senado sair das mãos do PMDB, mas a oposição está disposta a pressionar o partido por um nome de consenso.

Do contrário, o PSDB e o DEM não descartam lançar um nome alternativo na disputa --ou mesmo apoiar um nome de oposição dentro do PMDB, como os senadores Jarbas Vasconcelos (PE) ou Pedro Simon (RS).

O petista afirmou, porém, que vai aguardar uma definição dos líderes para decidir a data da escolha do novo presidente da Casa com o objetivo de evitar percalços no processo sucessório.

O PMDB não abre mão do cargo por reunir a maior bancada da Casa, mas o partido decidiu que só vai deflagrar oficialmente a campanha pela sucessão de Renan depois do julgamento de Renan.

O nome escolhido pelos peemedebistas ainda não foi definido porque os senadores do partido tentam um acordo com as demais legendas para evitar candidaturas avulsas e rejeições --já que a oposição promete lançar um nome na disputa se não acatar o candidato do PMDB.

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Comentários dos leitores
Márcio Cardoso (3) 23/05/2008 01h35
Márcio Cardoso (3) 23/05/2008 01h35
SALVADOR / BA
BARSÍLIA CONSEGUE SER PALCO DOS CRIMES PERFEITOS, CONTRARIANDO AS TESES. É UMA VERGONHA. VOTAR É OBRIGATÓRIO, MAS JULGAR PODRES POLÍTICOS TEM QUE SER SECRETO E A MARGEM DA OPINIÃO PÚBLICA. ONDE IREMOS PARAR? O QUE MAIS VAMOS ENGOLIR? O BRASILEIRO É MUITO PACIENTE, OU SERIA INCONSCIENTE? MEUS FILHOS AINDA VÃO SOFRER MUITO. sem opinião
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Luiz Stephano De Módena (1211) 25/02/2008 06h58
Luiz Stephano De Módena (1211) 25/02/2008 06h58
GUARUJA / SP
Enquanto a impunidade reinar neste país, servindo de alicerde para todo tipo de imoralidade e de corrupção, esse tipo de conduta e desrespeito dos maus políticos ao cidadão brasileiro, será sempre uma rotina, que na gíria seria definido como "tipo" é "normal".
A que ponto chegamos....
77 opiniões
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Antonio Fouto Dias (1327) 24/02/2008 17h36
Antonio Fouto Dias (1327) 24/02/2008 17h36
Boa Tarde, Sr. Marco Carneiro, 24/02-11h02 - Quanto a questão que o senhor coloca na conclusão de vosso comentário, ó senhor mesmo coloca a resposta no seu teor. Supostamente, só pode mesmo ser pela GRANA que envolve cada ministério ou cada empresa estatal que tudo fazem para que partidários exerçam suas funções na administração dos mesmos. Um dos partidos que mudou de rumo e para pior, foi o PMDB, que já teve em suas fileiras, Ulisses Guimarães, Tancredo Neves, Mário Covas, entre outros e que daquele tempo de MDB, restam muitos poucos, como Pedro Simom, Jarbas Vasconcelos e Mão Santa. Este PMDB, dava a alma em defesa dos interesses nacionais e não queriam nada por isso, entretanto de uns tempos para cá, só sabem e exigir vantagens para votar em projetos de interesse do Governo. Pelo que o senhor escreve, pensamos a mesma coisa nesse aspécto de indoneidade na política. Eu tenho uma opinião, em que encontrei adeptos e opositores, mas, julgo importante, de que, através de contato numa rede ou por e-mails, juntássemos forças para colocar em prática o que pensamos, quanto a políticos corruptos. A imprensa está fazendo sua parte, mas na hora H, não irá querer divulgar nomes e isso cabe a nós fazê-lo, para que possamos evitar a reeleição de muitos desses que se apoderam de recursos públicos.
Muito Grato por vossa opinião.
Bom final de domingo Sr. Marco.
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