FHC diz que conjuntura favoreceu últimos presidentes
da Folha Online
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse hoje que candidatos obscuros não se elegem mais presidente do país. FHC participa da sabatina da Folha.
"Uma pessoa obscura poderia ser eleita há alguns anos, mas agora não consegue", afirmou ele durante a sabatina.
FHC é sabatinado pelos colunistas da Folha Eliane Cantanhêde, Vinicius Torres Freire e Luiz Carlos Mendonça de Barros (ex-ministro das Comunicações de FHC) e Josias de Souza (da Sucursal de Brasília e do blog "Nos Bastidores do Poder"). A platéia do Teatro Folha, onde acontece a sabatina, também poderá fazer perguntas.
O ex-presidente atribuiu à "casualidade" o fato dele e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terem sido eleitos ao maior cargo do país. "Eu não quis ser presidente. Essas coisas acontecem", disse.
No seu caso, ele atribuiu a vitória nas urnas em 1994 pelo sucesso do Plano Real, que controlou a inflação. Na época, ele era ministro da Fazenda de Itamar Franco.
"Eu fui para a Fazenda porque o Itamar [Franco] me colocou lá. Eu era ministro das Relações Exteriores e de repente estava na Fazenda, com inflação a 25% por mês", disse.
No caso de Lula, FHC afirmou que o petista foi ajudado pela conjuntura do país que beneficiava uma candidatura do povo.
Para o próximo presidente, FHC sugere que priorize o combate dos problemas mais sérios do país, como segurança, infra-estrutura e educação. Ele diz ainda que o futuro presidente deverá ter uma "marca".
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