FHC critica relação "imperialista" entre Planalto e Congresso
da Folha Online
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) criticou hoje o que chamou de relação quase "imperialista" entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os parlamentares. Segundo ele, essa política alimenta o chamado do "toma-lá-dá-cá".
"Aqui se chegou a um ponto do fluxo contínuo do 'toma-lá-dá-cá. E isso tem que acabar", disse FHC durante sabatina da Folha.
FHC é sabatinado pelos colunistas da Folha Eliane Cantanhêde, Vinicius Torres Freire e Luiz Carlos Mendonça de Barros (ex-ministro das Comunicações de FHC) e Josias de Souza (da Sucursal de Brasília e do blog "Nos Bastidores do Poder"). A platéia do Teatro Folha, onde acontece a sabatina, também poderá fazer perguntas.
Questionado se uma reforma eleitoral acabaria com a corrupção na política, FHC afirmou que não se faz mudanças apenas com a vontade de uma pessoa, mas de toda a sociedade.
"Nada se resolve com uma só medida. Não acredito em 'abre-te Sésamo'. Não acredito em um salvador da pátria. Mas [voto distrital] é uma medida importante", afirmou.
Segundo FHC, a Constituição de 1988 aumentou a função do Poder Legislativo. Porém, ele diz que os parlamentares não prestam contas aos seus eleitores mas aos "canais" que os levaram ao poder, como igrejas ou times de futebol.
"O parlamentar não está vinculado ao partido ou ao eleitor, mas ao grupo que o ajudou a eleger", afirmou o ex-presidente, ao sugerir a adoção do voto distrital misto.
Segundo FHC, o presidente tem de receber as demandas dos parlamentares enviadas por líderes dos partidos. Caso contrário, os projetos não são aprovados.
"Se o presidente resistir [em receber os parlamentares], o Congresso não vota e não aprova", afirmou FHC, sem citar um projeto específico.
Ele lembrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está recebendo os líderes partidários para negociar a aprovação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).
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A imprensa escrita brasileira continua tentando concorrer com a internet, e na frase "sobreviver à internet" isso ficou bem claro.
O diploma no jornalismo se mostra necessário nesses casos, mais do que alguém que escreve a matéria para um jornal, o jornalista diplomado, é a pessoa que entende o processo, entende o sistema e como ele se comporta.
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