Brasil
06/12/2007 - 16h09

FHC critica relação "imperialista" entre Planalto e Congresso

da Folha Online

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) criticou hoje o que chamou de relação quase "imperialista" entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os parlamentares. Segundo ele, essa política alimenta o chamado do "toma-lá-dá-cá".

"Aqui se chegou a um ponto do fluxo contínuo do 'toma-lá-dá-cá. E isso tem que acabar", disse FHC durante sabatina da Folha.

FHC é sabatinado pelos colunistas da Folha Eliane Cantanhêde, Vinicius Torres Freire e Luiz Carlos Mendonça de Barros (ex-ministro das Comunicações de FHC) e Josias de Souza (da Sucursal de Brasília e do blog "Nos Bastidores do Poder"). A platéia do Teatro Folha, onde acontece a sabatina, também poderá fazer perguntas.

Questionado se uma reforma eleitoral acabaria com a corrupção na política, FHC afirmou que não se faz mudanças apenas com a vontade de uma pessoa, mas de toda a sociedade.

"Nada se resolve com uma só medida. Não acredito em 'abre-te Sésamo'. Não acredito em um salvador da pátria. Mas [voto distrital] é uma medida importante", afirmou.

Segundo FHC, a Constituição de 1988 aumentou a função do Poder Legislativo. Porém, ele diz que os parlamentares não prestam contas aos seus eleitores mas aos "canais" que os levaram ao poder, como igrejas ou times de futebol.

"O parlamentar não está vinculado ao partido ou ao eleitor, mas ao grupo que o ajudou a eleger", afirmou o ex-presidente, ao sugerir a adoção do voto distrital misto.

Segundo FHC, o presidente tem de receber as demandas dos parlamentares enviadas por líderes dos partidos. Caso contrário, os projetos não são aprovados.

"Se o presidente resistir [em receber os parlamentares], o Congresso não vota e não aprova", afirmou FHC, sem citar um projeto específico.

Ele lembrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está recebendo os líderes partidários para negociar a aprovação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

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Comentários dos leitores
Lenira Machado (1) 26/08/2008 16h20
Lenira Machado (1) 26/08/2008 16h20
Sugestão de pesquisa para a Folha: local Maranhão; período Ditadura Militar, Governo Sarnei; nº de presos políticos; pesquisa amostral para saber se, os presos de lá, como os de cá foram torturados ou não. Será que no governo do "Príncepe das Letras" o Estado fazia parte de outra Nação? Maribondolâdia talvez? sem opinião
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Paulo Roberto Brunialti (48) 26/08/2008 16h01
Paulo Roberto Brunialti (48) 26/08/2008 16h01
O Sr. Sarney deve estar de brincadeira......tortura jamais pode ser esquecida , tem sim é que ser lembrada e que seja feita justiça. 3 opiniões
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Heitor Cláudio (1) 26/08/2008 16h00
Heitor Cláudio (1) 26/08/2008 16h00
Absurdo!
É muito fácil para quem fez parte do corpo dirigente defender isso! Mas assim como acho que devem-se sim, punir os reponsáveis pelas torturas, como qualquer cidadão comum que comete um crime, deve-se investigar as atuais denúncias de abuso do exército brasileiro em Citè Soleil, Haiti!
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