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Brasil
06/12/2007 - 16h27

FHC diz que governo atual não precisa dos recursos da CPMF

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da Folha Online

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou nesta quinta-feira, durante sabatina da Folha, que o atual governo não precisa dos recursos da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

"Na época [quando a CPMF foi criada no seu governo], precisávamos de recursos. Agora pode-se reduzir gastos", explicou. FHC reiterou que não dá para comparar a conjuntura do país quando ele criou o "imposto do cheque" com a atual.

O ex-presidente disse ainda que a CPMF não é um tributo tão ruim, embora tenha efeitos mais negativos aos pobres.

FHC também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por não ter criado uma agenda de trabalho para o Congresso. "Eles só pensam em defender impostos", disse, em referência à briga pela prorrogação do "imposto do cheque" até 2011.

Sobre as negociações entre o PSDB e o governo federal para a manutenção da contribuição, o ex-presidente informou que seu partido tentou "um acordo racional", que incluía a redução gradativa das alíquotas. Porém, não houve acordo.

"O governo foi intransigente de achar que levaria pela força, e não conseguiram até agora. Não houve nenhum espaço real de negociação com o PSDB", disse.

Ele negou que seja irresponsabilidade do PSDB ser contra um tributo que tirará R$ 40 bilhões anuais dos cofres públicos. "Não sei se seria irresponsável pelo equilíbrio.(...) Que há um excesso [de arrecadação], há."

Comparação

FHC ainda comparou Lula com presidentes de países vizinhos e, indiretamente, elogiou seu sucessor na Presidência da República.

Ele disse que Lula poderia manter-se no poder "como deve ocorrer nos países vizinhos", mas não tem este perfil.

Segundo FHC, em um cenário onde o Congresso tem baixa credibilidade, o Judiciário também perde força e o presidente se mantém com altos índices de aprovação, isso poderia ocorrer, em uma alusão às tentativas de Hugo Chávez (Venezuela), Rafael Correa (Equador) e Evo Morales (Bolívia) de mudarem as Cartas de seus países para se perpetuarem no cargo. "Poderia ir para o que ocorreu nos nossos vizinhos. Mas Lula não tem este perfil."

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Comentários dos leitores
Henrique Silva (72) 22/09/2009 23h42
Henrique Silva (72) 22/09/2009 23h42
Só faltava essa! FHC critica relação "imperialista" entre planalto e congresso. Oras! quem inventou a política do ROLO COMPRESSOR? (o próprio FHC). sem opinião
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walysbalde santos (1) 22/09/2009 09h21
walysbalde santos (1) 22/09/2009 09h21
hoje em dia ate jornal do metro de graca as pessoa nao ler, enfim quando a noticia chega as banca ja esta velha, imprensa escrita esta com os dias contado,o radio da a noticia fresca o jornal vai sair amanha... sem opinião
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Guilherme Prado (1) 22/09/2009 08h33
Guilherme Prado (1) 22/09/2009 08h33
Na verdade enquanto o jornalismo brasileiro possuir essa visão retrógrada como a apresentada na sabatina, a imporensa escrita no país não tem outro futuro se não a extinção...
Isso ocorre por vários motivos, mas o principal está no fato de que estas empresas não são administradas por pessoas que entendem do assunto, não são nem de perto especialistas em comunicação, não entendem as particulariedades deste ramo, e para tanto a administram como uma empresa qualquer.
A imprensa escrita brasileira continua tentando concorrer com a internet, e na frase "sobreviver à internet" isso ficou bem claro.
O diploma no jornalismo se mostra necessário nesses casos, mais do que alguém que escreve a matéria para um jornal, o jornalista diplomado, é a pessoa que entende o processo, entende o sistema e como ele se comporta.
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