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Brasil
06/12/2007 - 16h33

FHC nega participar de suposto esquema de compra de votos para aprovar a reeleição

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da Folha Online

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso negou hoje que tenha participado, quando presidente, de um esquema de compra de votos de parlamentares para aprovar a emenda da reeleição, em 1997. Ele afirmou, durante sabatina da Folha, que o Planalto tinha "maioria tranqüila" no Congresso e não precisava se valer desse tipo de esquema

"O Senado votou [a reeleição] em junho [de 1997] e 80% aprovou. Que compra de voto?", rebateu ele hoje durante a sabatina.

Segundo ele, as acusações de uma possível compra de votos não deve ser dirigidas a ele ou ao PSDB. "Houve compra de votos? Provavelmente. Foi feita pelo governo federal? Não foi. Pelo PSDB: não foi. Por mim, muito menos", afirmou.

FHC fez questão de ressaltar que a reeleição para os governos estaduais também estava em jogo na ocasião e que os governadores da época também defendiam o mecanismo. Ele não citou nomes.

FHC é sabatinado pelos colunistas da Folha Eliane Cantanhêde, Vinicius Torres Freire e Luiz Carlos Mendonça de Barros (ex-ministro das Comunicações de FHC) e Josias de Souza (da Sucursal de Brasília e do blog "Nos Bastidores do Poder"). A platéia do Teatro Folha, onde acontece a sabatina, também poderá fazer perguntas.

Reeleição

O direito à reeleição para cargos executivos surgiu em 1997, sob a presidência de Fernando Henrique Cardoso. Reportagem da Folha de domingo lembra que a inovação foi aprovada em meio a um escândalo. É que nos dias 13 e 14 de maio daquele ano, antes mesmo do Senado aprovar a emenda, a Folha revelou gravações de conversas de deputados que disseram ter vendido seus votos para aprovar a reeleição por R$ 200 mil cada um, e acusavam outros de terem feito o mesmo. Dois deles renunciaram, e o governo abafou uma CPI.

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Comentários dos leitores
Henrique Silva (72) 22/09/2009 23h42
Henrique Silva (72) 22/09/2009 23h42
Só faltava essa! FHC critica relação "imperialista" entre planalto e congresso. Oras! quem inventou a política do ROLO COMPRESSOR? (o próprio FHC). sem opinião
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walysbalde santos (1) 22/09/2009 09h21
walysbalde santos (1) 22/09/2009 09h21
hoje em dia ate jornal do metro de graca as pessoa nao ler, enfim quando a noticia chega as banca ja esta velha, imprensa escrita esta com os dias contado,o radio da a noticia fresca o jornal vai sair amanha... sem opinião
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Guilherme Prado (1) 22/09/2009 08h33
Guilherme Prado (1) 22/09/2009 08h33
Na verdade enquanto o jornalismo brasileiro possuir essa visão retrógrada como a apresentada na sabatina, a imporensa escrita no país não tem outro futuro se não a extinção...
Isso ocorre por vários motivos, mas o principal está no fato de que estas empresas não são administradas por pessoas que entendem do assunto, não são nem de perto especialistas em comunicação, não entendem as particulariedades deste ramo, e para tanto a administram como uma empresa qualquer.
A imprensa escrita brasileira continua tentando concorrer com a internet, e na frase "sobreviver à internet" isso ficou bem claro.
O diploma no jornalismo se mostra necessário nesses casos, mais do que alguém que escreve a matéria para um jornal, o jornalista diplomado, é a pessoa que entende o processo, entende o sistema e como ele se comporta.
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