Publicidade

Publicidade
Brasil
06/12/2007 - 17h58

Líder do DEM diz que existem 35 votos contrários à CPMF; oposição e base batem boca

Publicidade

RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), afirmou que já existem 35 votos contrários à PEC (proposta de emenda constitucional) que prorroga a cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011. Sem votos para aprovar a matéria, a base governista esvaziou o Senado e alegou que não havia quórum para votar hoje a proposta.

O plano do governo é votar, em primeiro turno, na terça-feira. Para passar, são necessários ao menos 49 votos favoráveis em cada turno.

Em maior número no plenário do Senado, a oposição aproveitou para atacar a prorrogação da CPMF. O vice-líder do PSDB na Casa, Álvaro Dias (PR), disse que o governo promoveria uma "feira" no fim de semana para vender um "produto que não é bom".

"Será um fim de semana de feira. A menos que se usem argumentos espúrios, o governo não tem argumentos. Espero que essa feira do final de semana não tenha êxito. [É que] o produto do governo [a CPMF] não é bom", disse Dias.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), defendeu a aprovação da proposta e reiterou que a votação vai ser realizada na terça-feira. "[Na] terça-feira, nós votaremos: quem tiver voto ganha; quem não tiver voto perde. Quem ganhar ou responde pela aprovação da CPMF ou responde pelo ônus de não termos CPMF no país. É uma discussão clara, cristalina. Nós não vamos tergiversar sobre isso", afirmou Jucá.

Porém, antes, Jucá se envolveu em um bate-boca com o senador Mário Couto (PSDB-PA). O tucano criticou a prorrogação da cobrança até 2011. "As despesas desse governo são intermináveis. E há despesas que são dispensáveis."

"Hoje não dá para votar porque não tem número. Aí é a oposição querer ganhar sem jogar. Quer dizer, é ganhar sabendo que o jogo não pode acontecer", afirmou Jucá, informando a razão pela qual o governo adiou para a próxima semana a votação da CPMF.

Depois de Jucá e Couto, foi a vez de o vice-líder do PSDB, o senador Álvaro Dias (PR), discursar. O tucano ironizou o esforço feito pelo governo na tentativa de obter os 49 votos necessários para aprovar a CPMF, aproveitando mais alguns dias para negociar. Ele definiu as articulações promovidas pelos governistas de "feira".

O debate foi acompanhado por vários senadores, mas nem todos os 71 --cujas presenças estavam registradas no painel-- estavam presentes. Entre os governistas estavam Jucá, a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP), Delcídio Amaral (PT-MS) e Marcelo Crivella (PRB-RJ), além de Renato Casagrande (PSB-ES).

Acompanhe as notícias em seu celular: digite wap.folha.com.br

Comentários dos leitores
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
É errado fazer essa divisão de quem merece mais ou quem merece menos, pois, a princípio, todos os partidos são iguais. No entanto, nós sabemos disso, que, se o DEM ou o PSDB estivesse no poder, ele também iriam fazer a mesma coisa. Isso sempre existirá nessa política pobre que é a brasileira. sem opinião
avalie fechar
Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
VIVA O PMDB: ESTÁ SEMPRE PRONTO PARA PREJUDICAR O POVO. QUE SAUDADE DE ULISSES
GUIMARÃES. O povo Brasileiro não aguenta mais.
sem opinião
avalie fechar
osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
Tentem diminuir os cargos públicos nomeados que sobrara dinheiro mesmo sem aumentar os impostos sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (6949)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca