Com apenas 46 votos pró-CPMF, governo faz cerco a "rebeldes"
da Folha Online
Para evitar uma derrota, o governo adiou para a próxima terça-feira (11) a votação da CPMF em primeiro turno no Senado e resolveu partir para o tudo ou nada com os aliados rebeldes durante o fim de semana, informa nesta sexta-feira reportagem da Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
Com no máximo 46 votos garantidos, além de buscar atender pedidos de cargos e verbas aos senadores da oposição, o Palácio do Planalto aposta que o adiamento dará tempo aos governadores tucanos para virar votos dentro do PSDB. Um líder governista disse à Folha, sob condição de anonimato, que o Planalto decidiu abrir sua "caixa de ferramentas" nessa reta final.
O governo quer colocar a CPMF em votação quando tiver 49 votos da base aliada assegurados, o número mínimo para aprovar a prorrogação do tributo até 2011. Além destes, o governo busca 4 votos de democratas e 3 de tucanos --e espera contar com o apoio de governadores do PSDB.
Confiante na vitória, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode preparar um discurso responsabilizando a oposição por uma eventual derrota. "Se eles [senadores] votarem contra têm que ir para cada casa e mostrar quem é o senador responsável por deixar milhões de pessoas sem os benefícios desse programa [Bolsa Família]".
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