Brasil
08/12/2007 - 08h27

Esquema de AL usou ao menos 150 pessoas

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LUIZ FRANCISCO
da Agência Folha, em Maceió
CÍNTIA ACAYABA
da Agência Folha

Cruzamento de dados feito pela Receita Federal, Ministério Público e Polícia Federal indica que ao menos 150 pessoas podem sido utilizadas como laranjas ou fantasmas no suposto esquema de desvio de recursos da Assembléia Legislativa de Alagoas.

"Os fantasmas e 'laranjas' estavam lotados nos gabinetes dos deputados ou ocupando cargos comissionados", disse o delegado Janderlyer Gomes.

O delegado afirmou que funcionários regularizados eram mais suscetíveis às irregularidades. "Um motorista, por exemplo, contratado por R$ 1.200 mensais, recebia R$ 3.800 no contracheque." Para Gomes, os servidores aceitavam participar por medo de perder o emprego.

Estudante de direito, Daniel de Oliveira Sampaio, 28, é um dos fantasmas apontados pela PF. "Desde 2000, quando pedi exoneração do cargo comissionado na Assembléia, nunca mais fui à Casa", disse à Folha.

Pela investigação da Operação Taturana, o estudante ainda aparece como funcionário da Assembléia, com salário de R$ 1.800. "Não sei quem está utilizando o meu nome indevidamente", afirmou.

A advogada Gysele Rodrigues Romanholo Ferreira, 27, também aparece como funcionária da Casa, mas, segundo sua mãe, vive há 20 meses em Jeremoabo (BA). "Minha filha nunca foi funcionária da Assembléia", disse Norma Rodrigues, 55. A Folha tentou falar com a advogada ontem, mas ela estava viajando.

O bioquímico Paulo César dos Santos Ferreira, 42, que também teria sido usado pelo suposto esquema, disse que há quatro anos não trabalha na Assembléia. "Será que vou ter direito a parte do salário embolsado pelos deputados?", questionou.

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