Advogado diz que prisões em Alagoas são exagero
LUIZ FRANCISCO
da Agência Folha, em Maceió
CÍNTIA ACAYABA
da Agência Folha
O advogado Tutmés Airan, que representa o deputado Dudu Albuquerque (PSB), o ex-chefe da PM alagoana José Acírio do Nascimento e os funcionários da Assembléia Nilton Pradines e José Roberto Menezes, disse que as prisões da Operação Taturana foram "um exagero".
Nascimento e os dois servidores foram presos na operação --a casa do deputado Dudu Albuquerque, um dos dez sob suspeita, foi alvo de busca e apreensão. "Os meus clientes nunca se opuseram a prestar todos os esclarecimentos necessários à Justiça", afirmou.
Dudu Albuquerque disse que não tem envolvimento com a suposta fraude e que só os integrantes da Mesa Diretora da Casa conhecem as despesas do órgão. "Fui surpreendido com uma equipe da PF na minha casa, em Maceió, e outra, em Arapiraca. Estou absolutamente tranqüilo. Os documentos que eles pegaram são pessoais. Estou no meu segundo mandato, nunca fiz parte da Mesa, nunca fui ordenador de despesas."
Adelmo Cabral, advogado do presidente da Assembléia, Antonio Albuquerque (DEM), disse que o deputado desconhece a origem de duas armas encontradas em sua propriedade. "Certamente são dos policiais que fazem a sua segurança, jamais dele", afirmou.
O presidente do Legislativo alagoano deve falar sobre o caso apenas na terça-feira.
Belarmino Alcoforado, diretor-presidente da Elógica, empresa que emite os contracheques da Assembléia, disse que a PF "está redondamente enganada ao supor que a empresa tinha envolvimento" no caso. "Se houver alguém da empresa que participou disso, ele será imediatamente entregue à Justiça." Ele afirmou ainda que a Elógica desconhece o teor dos contracheques. "Eu só processo dados que foram feitos pelos clientes."
Fábio Gaia, chefe-de-gabinete do deputado Edival Gaia Filho (PSDB), disse que Gaia Filho tornou-se 3º secretário da Mesa em fevereiro desse ano e que as investigações da PF vão somente até 2006.
A Folha telefonou para celulares e casas dos demais deputados supostamente envolvidos, mas ninguém foi localizado ontem.
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