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Brasil
10/12/2007 - 15h51

MST e Via Campesina fazem protestos contra Syngenta em São Paulo e Ceará

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da Folha Online

Texto atualizado às 17h20

Trabalhadores rurais da Via Campesina e do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) fizeram protestos nesta segunda-feira em propriedades da multinacional da Syngenta Seeds em Aracati (CE) e Paulínia (126 km de São Paulo). Segundo os manifestantes, o protesto faz parte da campanha "Syngenta Fora do Brasil", lançada após a morte de um líder sem-terra em 21 de outubro em uma fazenda da Syngenta no Paraná.

Em nota, a Syngenta explica que não teve participação no incidente ocorrido na fazenda de Santa Tereza do Oeste (PR) após a invasão de integrantes da Via Campesina e do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).

Em Aracati, cerca de 250 sem-terra da Via Campesina fizeram um protesto na estação de pesquisa da empresa. Em Paulínia, a manifestação reuniu aproximadamente 500 trabalhadores rurais da Via Campesina e do MST que ocuparam uma fábrica da multinacional.

A Via Campesina também divulgou nota na qual denuncia o uso do que chama de "milícia armada" para fazer a segurança nas propriedades da Syngenta.

"A Syngenta assassinou com sua milícia armada um trabalhador rural e deixou mais seis feridos e segue ameaçando a nossa biodiversidade com experimentos transgênicos ilegais. Queremos essa empresa fora do Brasil", afirma Roberto Baggio, da coordenação nacional da Via Campesina, por meio de nota.

Na nota, a Syngenta informa que a empresa contratada para fazer a vigilância na área onde foi realizado o protesto foi orientada a deixar a propriedade, "sem opor resistência". "O contrato de prestação de serviços estabelecido entre a Syngenta e a empresa de vigilância contratada trazia previsão expressa de vigilância não armada", explicou a Syngenta por meio de sua assessoria.

Em novo comunicado, a Syngenta contesta os protestos realizados hoje pela manhã. "A violência das manifestações desta manhã contra a Syngenta, mais do que a empresa, afeta todo o mercado com o risco de desabastecimento no pico da safra. A paralisação das atividades da fábrica, como conseqüência da invasão, pode comprometer o desempenho dos produtores agrícolas brasileiros num mercado cada vez mais competitivo", diz a empresa por meio de nota.

Confronto

No dia 21 de outubro cerca de 200 integrantes da Via Campesina e do MST invadiram a fazenda experimental da Syngenta Seeds Santa Tereza do Oeste (PR). Durante confronto entre os sem-terra e seguranças na fazenda duas pessoas morreram e oito ficaram feridas. Foram mortos Valmir Mota de Oliveira, 32, conhecido como Keno, um dos principais líderes do MST na região oeste do Paraná, e o segurança Fábio Ferreira, 25.

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (45) 03/12/2009 10h30
Alziro Ribeiro da Silva (45) 03/12/2009 10h30
O Brasil precisa de reforma agrária, só que enquanto tiver interesses politicos no meio será dificil ir adiante, onde há interesses politicos tudo é abortados ao interesses do nosso POVÃO.!!! sem opinião
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José Alberto (221) 02/12/2009 20h58
José Alberto (221) 02/12/2009 20h58
Acredito que os indigenas brasileiros tem todo o direito de ir contra a construção de hidroeletricas em seus rios e acabar com a biodiversidade, a minha censura é ver quantos movimentos estão por tras dessa atitude corajosa de nossa india que poucos tem ou terão, agora essas ongs, sindicatos e pastorais tiram de letra se aproveitando disso e colocando a frente uma indigena, por será que eles não apareceram e só ficam de longe esperando resultados....... o covardia.... sem opinião
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J. R. (1184) 28/11/2009 09h55
J. R. (1184) 28/11/2009 09h55
Só uma nação de ignorantes não entende a necessidade de se fazer reforma agrária. Todas as nações do 1o. Mundo fazem reforma agrária, a mais recente foi Portugal. Chega de ignorância, desconhecimento e mau uso da terra nacional! 13 opiniões
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