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Brasil
10/12/2007 - 21h14

MST desocupa fábrica da Syngenta em Paulínia, diz empresa

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da Folha Online

Integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) desocuparam por volta das 16h desta segunda-feira a fábrica de produtos agroquímicos da Syngenta Seeds em Paulínia (126 km de São Paulo), segundo a empresa.

A fábrica havia sido invadida hoje pela manhã. Segundo os manifestantes, o protesto faz parte da campanha "Syngenta Fora do Brasil", lançada após a morte de um líder sem-terra em 21 de outubro em uma fazenda da Syngenta no Paraná.

Segundo a Syngenta, a saída dos manifestantes coincidiu com a liminar concedida pela Justiça para a reintegração de posse.

Em nota, a empresa explica que as próximas medidas serão a uma inspeção para avaliar os danos causados pelos manifestantes e uma auditoria ambiental para minimizar os riscos antes de retomar a produção.

Segundo o MST, a manifestação em Paulínia reuniu aproximadamente 500 trabalhadores rurais. Além de Paulínia, o MST e a Via Campesina também fizeram protesto na estação de pesquisa da Syngenta em Aracati (CE), onde cerca de 250 sem-terra participaram da manifestação.

Em nota, a Syngenta contesta os protestos realizados hoje pela manhã. "A violência das manifestações desta manhã contra a Syngenta, mais do que a empresa, afeta todo o mercado com o risco de desabastecimento no pico da safra. A paralisação das atividades da fábrica, como conseqüência da invasão, pode comprometer o desempenho dos produtores agrícolas brasileiros num mercado cada vez mais competitivo."

Confronto

No dia 21 de outubro cerca de 200 integrantes da Via Campesina e do MST invadiram a fazenda experimental da Syngenta Seeds Santa Tereza do Oeste (PR). Durante confronto entre os sem-terra e seguranças na fazenda duas pessoas morreram e oito ficaram feridas. Foram mortos Valmir Mota de Oliveira, 32, conhecido como Keno, um dos principais líderes do MST na região oeste do Paraná, e o segurança Fábio Ferreira, 25.

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (45) 03/12/2009 10h30
Alziro Ribeiro da Silva (45) 03/12/2009 10h30
O Brasil precisa de reforma agrária, só que enquanto tiver interesses politicos no meio será dificil ir adiante, onde há interesses politicos tudo é abortados ao interesses do nosso POVÃO.!!! sem opinião
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José Alberto (221) 02/12/2009 20h58
José Alberto (221) 02/12/2009 20h58
Acredito que os indigenas brasileiros tem todo o direito de ir contra a construção de hidroeletricas em seus rios e acabar com a biodiversidade, a minha censura é ver quantos movimentos estão por tras dessa atitude corajosa de nossa india que poucos tem ou terão, agora essas ongs, sindicatos e pastorais tiram de letra se aproveitando disso e colocando a frente uma indigena, por será que eles não apareceram e só ficam de longe esperando resultados....... o covardia.... sem opinião
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J. R. (1184) 28/11/2009 09h55
J. R. (1184) 28/11/2009 09h55
Só uma nação de ignorantes não entende a necessidade de se fazer reforma agrária. Todas as nações do 1o. Mundo fazem reforma agrária, a mais recente foi Portugal. Chega de ignorância, desconhecimento e mau uso da terra nacional! 13 opiniões
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