MST desocupa fábrica da Syngenta em Paulínia, diz empresa
da Folha Online
Integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) desocuparam por volta das 16h desta segunda-feira a fábrica de produtos agroquímicos da Syngenta Seeds em Paulínia (126 km de São Paulo), segundo a empresa.
A fábrica havia sido invadida hoje pela manhã. Segundo os manifestantes, o protesto faz parte da campanha "Syngenta Fora do Brasil", lançada após a morte de um líder sem-terra em 21 de outubro em uma fazenda da Syngenta no Paraná.
Segundo a Syngenta, a saída dos manifestantes coincidiu com a liminar concedida pela Justiça para a reintegração de posse.
Em nota, a empresa explica que as próximas medidas serão a uma inspeção para avaliar os danos causados pelos manifestantes e uma auditoria ambiental para minimizar os riscos antes de retomar a produção.
Segundo o MST, a manifestação em Paulínia reuniu aproximadamente 500 trabalhadores rurais. Além de Paulínia, o MST e a Via Campesina também fizeram protesto na estação de pesquisa da Syngenta em Aracati (CE), onde cerca de 250 sem-terra participaram da manifestação.
Em nota, a Syngenta contesta os protestos realizados hoje pela manhã. "A violência das manifestações desta manhã contra a Syngenta, mais do que a empresa, afeta todo o mercado com o risco de desabastecimento no pico da safra. A paralisação das atividades da fábrica, como conseqüência da invasão, pode comprometer o desempenho dos produtores agrícolas brasileiros num mercado cada vez mais competitivo."
Confronto
No dia 21 de outubro cerca de 200 integrantes da Via Campesina e do MST invadiram a fazenda experimental da Syngenta Seeds Santa Tereza do Oeste (PR). Durante confronto entre os sem-terra e seguranças na fazenda duas pessoas morreram e oito ficaram feridas. Foram mortos Valmir Mota de Oliveira, 32, conhecido como Keno, um dos principais líderes do MST na região oeste do Paraná, e o segurança Fábio Ferreira, 25.
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