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Brasil
11/12/2007 - 13h07

Senado escolhe novo presidente e vota CPMF nesta quarta-feira

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), decidiu manter nesta quarta-feira as eleições para a escolha do novo presidente da Casa. Em reunião com os líderes partidários, Viana também decidiu que a votação da proposta de prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) também ocorrerá amanhã --logo após a escolha do novo presidente do Senado.

Viana explicou que, na sessão desta tarde, a base aliada do governo já vai dar início ao processo de votação da CPMF, com o encaminhamento da matéria e as discussões sobre o "imposto do cheque" --para que na quarta-feira ocorra somente a votação da proposta.

"Se depender de mim, a CPMF vai ser encaminhada e votada hoje, mas o governo tem o recurso de reduzir o quórum, o que pode adiar para amanhã", disse o petista.

Após o encaminhamento da votação, a base aliada do governo vai esvaziar o plenário do Senado com o objetivo de empurrar a votação da CPMF para amanhã. O Palácio do Planalto ainda não conseguiu reunir os 49 votos necessários para garantir a prorrogação do "imposto do cheque", por isso vai aproveitar mais 24 horas nas articulações em busca de votos.

Os governistas também querem assegurar as presenças dos senadores Roseana Sarney (PMDB-MA) e Flavio Arns (PT-PR) no plenário, já que os dois pretendem retornar à Casa Legislativa após tratamento de saúde. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), reconheceu que não pode abrir mão de dois votos favoráveis ao "imposto do cheque" porque avalia que terá o apoio de 50 parlamentares à prorrogação da CPMF --um voto a mais que o mínimo necessário.

Viana disse que o regimento interno do Senado assegura a redução de quórum (número de senadores presentes) como forma de obstruir a votação da CPMF. "É claro que o recurso da obstrução está assegurado pelo regimento. A oposição avisou que fará a defesa da votação esta tarde, mas o governo tem todas as condições de reunir 49 votos e votá-la hoje e amanhã", disse o petista.

O senador Renato Casagrande (PSB-ES) admitiu que o prazo mais largo de negociações será fundamental para que o governo reúna votos pró-CPMF. "Acho importante que o presidente [Luiz Inácio Lula da Silva] possa dialogar com os senadores da base. Falta tempo para votar e estão faltando votos", afirmou.

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Comentários dos leitores
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
É errado fazer essa divisão de quem merece mais ou quem merece menos, pois, a princípio, todos os partidos são iguais. No entanto, nós sabemos disso, que, se o DEM ou o PSDB estivesse no poder, ele também iriam fazer a mesma coisa. Isso sempre existirá nessa política pobre que é a brasileira. sem opinião
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Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
VIVA O PMDB: ESTÁ SEMPRE PRONTO PARA PREJUDICAR O POVO. QUE SAUDADE DE ULISSES
GUIMARÃES. O povo Brasileiro não aguenta mais.
sem opinião
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osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
Tentem diminuir os cargos públicos nomeados que sobrara dinheiro mesmo sem aumentar os impostos sem opinião
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