Brasil
12/12/2007 - 08h38

Kassab e Alckmin avisam aliados que vão disputar em SP

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CATIA SEABRA
da Folha de S.Paulo

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, admitiu ontem, em discurso, a "intenção de continuar a contribuir" pessoalmente para o que chamou de futuro da cidade. Após listar realizações de sua administração, Kassab concluiu: "Estamos apontando o caminho ideal a ser seguido. É sincera e firme nossa intenção de continuar a contribuir pessoalmente, diretamente, para semear, cultivar e, ao cabo, participar dos festejos da colheita".

O discurso foi previamente distribuído pela assessoria de Kassab. Nele, a palavra continuar está em caixa alta. Embora o prefeito tenha minimizado, depois, o impacto do discurso --alegando que poderia contribuir para a cidade como cidadão-- o texto foi encarado como um anúncio de sua disposição de concorrer à reeleição.

"Ele disse que quer continuar, né? Então, pergunte a ele", esquivou-se de comentar o secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, que representava o governador José Serra na entrega do prêmio "Eminente Engenheiro do Ano", concedido pelo Instituto de Engenharia de São Paulo.

Antes de ser homenageado, ao responder se considera a reeleição uma tendência natural, Kassab declarou que "a reeleição é algo que tem de ser considerado com naturalidade, sim". "Vejo com naturalidade que isso seja colocado à mesa de negociação."

A divulgação da última pesquisa Datafolha precipitou a disputa, no bloco PSDB-DEM, pelo direito de concorrer à prefeitura. A dez meses da eleição e para desgosto de Serra (PSDB), tucanos dão como certa a candidatura tanto do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) como a de Kassab.

Estimulados pelos números, os dois avisaram a aliados que vão concorrer. Alegando que interlocutores de Serra não impõem obstáculos, Kassab diz que não vê constrangimento em enfrentar Alckmin.

Na segunda, em entrevista ao "Agora", Kassab admitiu a possibilidade de ruptura da aliança PSDB-DEM. Até então, repetia que a coalizão não seria dissolvida. Ao comentar a pesquisa Datafolha (na qual tem 13% das intenções de voto), ele reconheceu a hipótese de revisão da aliança: "É mais do que natural que a aliança possa continuar na cidade. Porém, o momento de debatê-la é o ano que vem".

Para o secretário municipal de Esportes, Walter Feldman, a candidatura de Kassab "é uma tendência natural".

A idéia de que a candidatura de Kassab é legítima encontra eco dentro do Palácio dos Bandeirantes. Tucanos ligados a Serra avaliam que é difícil impedir que um prefeito se candidate à reeleição. "É um direito dele", afirma o vice-governador Alberto Goldman (PSDB).

Os defensores da candidatura Alckmin reagem. "Respeitamos o direito do prefeito. Mas, para a decisão, devem pesar critérios objetivos, como competitividade. Alckmin é o candidato mais competitivo", disse o deputado Duarte Nogueira.

A disputa contraria Serra. Segundo tucanos, ele pediu que adiassem o debate, sob o argumento de que pode prejudicar a administração. Ele reclama da antecipação de um problema.

"Temos muito tempo. É desejável um acordo. Se não, teremos que demover alguém dessa idéia [concorrer]. Temos 2010 pela frente", diz Goldman.

Comentários dos leitores
Maria Teresa Campos (1) 09/07/2009 11h46
Maria Teresa Campos (1) 09/07/2009 11h46
Não sei quanto ao superfaturamento, mas deixar as crianças nas mãos do estado é covardia, as apostilas da prefietura, trazem conteúdo compatível com as escolas particulares, e investir na educação dos nossos pequenos é tão importante quanto construir novas creches, diria que até muito mais visto que o saber abre portas e oportunidades... Superfaturar não, mas continuar com os istema apostilado sim. sem opinião
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Said Abou Ghaouche Netto (21) 06/07/2009 15h32
Said Abou Ghaouche Netto (21) 06/07/2009 15h32
O prefeito mauricinho de Curitiba diz que Requião quer prejudicá-lo numa eventual disputa ao governo em 2010. Eventual uma ova! O demo-cano já se declara candidato, entre linhas. E a Folha o protege, remetendo os comentários dos leitores ao painel Eleições 2008 ao invés de eleições 2010. Além de se antecipar ao prazo da lei, o demo-cano ainda se passa por coitadinho, vítima do Requião. Pobre povinho paranaense, e paulista também, afinal, ano que vem completa 16 anos de reinado demo-cano em São Paulo. Assim o eleitor vai comparar a gestão deles com a de quem? Com a da Yeda Crucius ou do outro mauricinho, o Cássio Cunha Lima? 2 opiniões
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Jacir Deggerone (8) 05/07/2009 19h41
Jacir Deggerone (8) 05/07/2009 19h41
Caixa dois ....hein!!!!??? Fora prefeito corrupto !!!!! 6 opiniões
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