Garibaldi nega caixa dois e diz que denúncia é "inócua"
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) minimizou nesta quarta-feira a denúncia de que teve gastos de sua campanha de 2002 cobertos por um suposto esquema de desvio de recursos públicos investigado pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte --como revelado por reportagem da Folha. O senador disse que "quem não deve não teme" ao reafirmar que não cometeu irregularidades em sua prestação de contas.
"O Ministério Público constatou que eu não era ordenador de despesas, apenas fiz parte da chapa da campanha", afirmou.
Garibaldi considerou a denúncia "inócua" e disse que a própria reportagem afasta seu envolvimento no caso. "Não houve caixa dois. Fiz minha prestação de contas. Ela foi aprovada pelo TRE [Tribunal Regional Eleitoral]. É o que posso dizer a respeito disso", afirmou.
Segundo a Folha, a denúncia de quatro promotores da Defesa do Patrimônio Público de Natal (RN) --protocolada em 24 de novembro passado e acolhida pela Justiça-- mostra que cerca de R$ 210 mil saíram dos cofres da Secretaria de Defesa Social, passaram por uma empresa de informática, a Microtec Sistemas, e acabaram nas contas bancárias de 17 pessoas que faziam parte ou foram contratadas pela empresa de marketing político Polis Propaganda e Publicidade.
A Polis pertence ao marqueteiro João Santana, ex-sócio do publicitário Duda Mendonça e amigo do senador Garibaldi. Ele foi também o responsável pelo marketing da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2006. O nome de Garibaldi, no entanto, não consta da denúncia da Promotoria.
Os promotores denunciaram que recursos públicos foram usados para quitar dívidas da campanha de Fernando Freire (PMDB), ex-vice-governador de Garibaldi e então candidato ao governo, acusado de peculato e formação de quadrilha.
Posse
Garibaldi deve ser eleito esta tarde como novo presidente do Senado, após ser indicado pelo PMDB para o cargo. O peemedebista tem o apoio da oposição, que não impôs restrições ao seu nome para suceder Renan Calheiros (PMDB-AL). Se nenhum parlamentar lançar candidatura avulsa ao cargo, Garibaldi será eleito por consenso no plenário da Casa. A votação é secreta.
O senador disse que, se for eleito, vai se reunir com os líderes partidários para definir suas principais ações na presidência da Casa. O peemedebista disse estar disposto a acolher as imposições impostas pelo PSDB para o apoio à sua candidatura --que incluem mudanças na tramitação de matérias na Casa.
"Quero fazer uma avaliação com os líderes do que podemos apreciar até o final do período legislativo. E dessa triagem, que vamos fazer, é que nascerá a nova pauta dos nossos trabalhos", afirmou.
Garibaldi disse que vai olhar com atenção o pedido do PSDB para que o Senado retome a prática de votações dos vetos presidenciais. "Vou me reunir com os líderes e cada ponto da carta será examinado. Os vetos devem ser apreciados", afirmou.
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Especial


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Esse retrocesso me dá câibras nas partes baixas.....
Deus tenha piedade...de nossos bolsos ( quer dizer..o que sobrou deles)
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