Aécio se diz preparado para assumir candidatura em 2010
FLÁVIO ILHA
da Agência Folha
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse hoje estar preparado para assumir a candidatura do partido à Presidência da República em 2010, em disputa que envolve também o governador de São Paulo, José Serra (PSDB).
Questionado se aceitaria concorrer, Aécio disse que não impõe candidaturas, e que se sentirá "muito confortável dentro de um projeto, uma vez que tenha outro candidato". E completou: "Mas é óbvio que sou um governador de um Estado importante que participará do jogo político. Se isso amanhã caminhar nessa direção [candidatura], eu tenho de estar preparado para isso".
Aécio, que teve encontro com empresários em Porto Alegre, comparou a previsão de investimentos dos governos de Minas e de São Paulo em 2008 para defender sua gestão.
"Não sei se para citar um paralelo, a economia de São paulo talvez seja duas vezes e meia maior que a economia de Minas. O governo de São Paulo investirá R$ 11,5 bilhões em 2008 e nós vamos investir R$ 9 bilhões. Então, fica apenas uma comparação. É algo extraordinário. Por que houve isso? Porque houve gestão, metas."
Aécio foi diplomático ao ser questionado se é melhor candidato que Serra, e aproveitou para alfinetar, de modo indireto, a ausência de nomes de consenso no PT para suceder Lula. "Eu acho que o PSDB tem uma grande virtude. Não tem nomes, tem quadros. Enquanto nós estamos vendo dificuldades... é muito árida a situação de alguns outros partidos."
O tucano citou o segundo semestre de 2009 como data para discussão de candidaturas presidenciais no PSDB. "A partir daí vai surgir uma candidatura com muita naturalidade. E eu vou estar ao lado do candidato a ser escolhido. E, obviamente, se isso recair sobre mim, eu estarei preparado para isso."
Após reunião na Federasul (Federação das Associações Comerciais do Rio Grande do Sul), Aécio apresentou à imprensa um balanço positivo de sua gestão. "Em um tempo muito curto, saímos da pior situação fiscal do Brasil e hoje temos um Estado que cresce acima da média do país, que tem a indústria que mais emprega."
O tucano também criticou o governo Lula por não ter feito as reformas política, tributária e previdenciária. "Infelizmente o presidente Lula e o governo perderam a melhor das oportunidades que o Brasil teve nos últimos 40 anos para nos permitir, a partir da reforma política --que deve ser a primeira delas porque facilita as outras--, da tributária, da previdenciária, fazer com que o Brasil crescesse num vigor ou em níveis muito além do que os que nós estamos crescendo hoje."
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