Brasil
13/12/2007 - 12h29

Após derrota, Planalto realiza reunião de emergência para analisar alternativa à CPMF

RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) comanda nesta quinta-feira uma reunião no Palácio do Planalto com a área econômica e também com o ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais). O governo examina as alternativas que deverão ser adotadas após a rejeição pelo Senado da prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011.

Inicialmente, o governo descarta a idéia de reapresentar a proposta de prorrogação da CPMF. Ainda não foi definida a forma como o governo buscará a compensação pela perda da arrecadação de cerca de R$ 40 bilhões estimados via "imposto do cheque".

Desde cedo, Dilma, Múcio e os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Paulo Bernardo (Planejamento) conversam sobre o assunto. Múcio foi um dos últimos a deixar o Planalto na madrugada desta quinta-feira.

A Folha Online apurou que, independentemente da avaliação econômica sobre os efeitos com a rejeição da CPMF, os governistas fazem uma análise política sobre a derrota na votação pelo Senado --quando o governo obteve 45 votos e a oposição 34. Para aprovar a prorrogação seriam necessários 49 votos favoráveis.

De acordo com aliados, houve falhas pontuais na condução das negociações. A começar pelo atraso para iniciar as conversas com os senadores e buscar uma aproximação com o Senado. Os governistas reconhecem ainda que o Planalto não considerou a hipótese de perder na votação.

A Folha Online apurou também que os líderes da base aliada que apóiam o governo se ressentiram com a forma crítica como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tratou os democratas e alguns dos tucanos nos últimos dias.

Segundo eles, o discurso contundente do presidente atrapalhou as articulações em curso no Senado porque foi compreendido como sendo uma ameaça e não um apelo pelos parlamentares.

Comentários dos leitores
Cícero Ferreira (4) 12/08/2008 18h08
Cícero Ferreira (4) 12/08/2008 18h08
Houve uma luta tão grande pela democracia: derramamento de sangue, apelos â imprensa,etc. Muitos que foram exilados ou posso dizer, todos, retornaram ao País com o fim da ditadura, assumiram o governo e praticaram uma verdadeira carnificina. Quantos inocentes morreram na miséria, na pobreza, principalmente, antes do governo LULA, ou seja, desde 1988 até o governo de Fernando Henrique Cardoso. Vejam, todos que se diziam democráticos, se utilizaram desse nome para se envolver em corrupções, máfia, milícias, etc, ou seja, além de usar de manhas e artimanhas para se elegerem, se utilizam de barganhas para se beneficiarem diante pessoas inocentes, ignorantes, sem conhecimento de causa. Existem um verdadeiro "MAR DE LAMA", infelizmente, nos tres poderes, porquanto esse alicerce foi abalado pela invasão de corruptores e corruptos que pouco estão se importando o q a imprensa irá divulgar, na certeza da impunidade para os de grande poder aquisitivo. Onde está o princípio da igualdade? Vejam, hoje, a violência aumentou assustadoramente. Tem gente morrendo como morre um inseto. O ser humano perdeu o seu devido valor. Façam uma enquete sobre o percentual de simpatizantes querendo a volta do antigo regime e tire suas conclusões. Assessores do Daniel Dantas disse na gravação q o problema não está no STJ ou no STF, mas sim, na 1ª instância. A quem podemos apelar? A quem podemos confiar? Creio q o Poder Judiciário já foi abalado, perdeu sua credibilidade. Fica aí a minha indignação. Obrigado sem opinião
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SAO PAULO / SP
Caros,
Solicito a ampliação da matéria sobre os vice-prefeitos da cidade, incluindo TODOS os partidos que participam das eleições e não somente alguns partidos. Faz parte da democracia ouvir todas as propostas e conhecer todas as forças políticas.
Cristiane
sem opinião
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Cícero Ferreira (4) 18/07/2008 19h20
Cícero Ferreira (4) 18/07/2008 19h20
A maior injustiça é a desigualdade de tratamento as pessoas que cometem crimes, pois não existe seriedade quando se trata de punição a pessoas com poder aquisitivo alto, porquanto a lei é prevista para todo mundo independente de status social, mas o que se tem visto é um verdadeiro mar de lama em todos os segmentos no que diz respeito aos três poderes. Infelizmente existem semi-deuses da terra que não são imparciais nas suas decisões. Apelam para o lado pessoal e que muitas pessoas são execradas e rechaçadas por uma sociedade corrupta e podre e como já dizia, na década de 40, o Presidente Francês De Gaulle:"O brasil não é um País sério". Será que ele tinha razão? 13 opiniões
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