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Brasil
13/12/2007 - 13h10

Alencar diz que prioridade é ajustar as contas para evitar desequilíbrio e volta da inflação

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Com o fim da cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), o presidente em exercício, José Alencar, disse nesta quinta-feira que o esforço do governo será ajustar as contas públicas de tal maneira que não ocorra inflação nem desequilíbrio fiscal. Alencar negou que o governo tenha sido derrotado com a rejeição na votação desta madrugada e descartou punir os aliados que votaram contra o "imposto do cheque".

"O governo não foi derrotado. Com absoluto rigor, tivemos 56% dos votos. Só que o regimento exigia 60%. Faltaram alguns votos. Os que saíram vitoriosos foram minoritários porque obtiveram 44%. Nosso regime é democrático e cabe ao governo aceitar o resultado e se ajustar", afirmou Alencar, após cerimônia em homenagem ao Dia do Marinheiro.

Alencar substitui o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que está em viagem à Venezuela ---onde tem encontros bilaterais com o presidente venezuelano, Hugo Chávez.

Nesta madrugada, o plenário do Senado rejeitou a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da CPMF com 34 votos contrários, 45 favoráveis e nenhuma abstenção. Para aprovar a proposta, eram necessários 49 votos.

"É preciso que haja um acatamento [da decisão do Senado, que rejeitou a prorrogação]. Vamos nos ajustar da melhor maneira possível tentando evitar prejuízo para áreas prioritárias, principalmente a da saúde e social. A prioridade numero um é a manutenção da estabilidade monetária, porque não podemos fazer com que esse acontecimento prejudique o assalariado", afirmou o presidente em exercício.

Alencar disse ainda que a "prioridade absoluta é ajustar de tal forma que não haja o retorno da inflação".

O presidente em exercício não detalhou as eventuais conseqüências do fim da cobrança da CPMF para o Orçamento de 2008. "Vamos ter de continuar atentos à questão do equilíbrio fiscal e orçamentário porque ele é o responsável maior pelo fim da inflação", disse ele.

Segundo Alencar, os seis senadores da base aliada que votaram contra a CPMF não serão punidos pelo governo. "[As punições] não são marca do nosso governo, que respeita o próximo", disse ele.

Comentários dos leitores
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
É errado fazer essa divisão de quem merece mais ou quem merece menos, pois, a princípio, todos os partidos são iguais. No entanto, nós sabemos disso, que, se o DEM ou o PSDB estivesse no poder, ele também iriam fazer a mesma coisa. Isso sempre existirá nessa política pobre que é a brasileira. sem opinião
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Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
VIVA O PMDB: ESTÁ SEMPRE PRONTO PARA PREJUDICAR O POVO. QUE SAUDADE DE ULISSES
GUIMARÃES. O povo Brasileiro não aguenta mais.
sem opinião
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osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
Tentem diminuir os cargos públicos nomeados que sobrara dinheiro mesmo sem aumentar os impostos sem opinião
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