Alencar diz que prioridade é ajustar as contas para evitar desequilíbrio e volta da inflação
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
Com o fim da cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), o presidente em exercício, José Alencar, disse nesta quinta-feira que o esforço do governo será ajustar as contas públicas de tal maneira que não ocorra inflação nem desequilíbrio fiscal. Alencar negou que o governo tenha sido derrotado com a rejeição na votação desta madrugada e descartou punir os aliados que votaram contra o "imposto do cheque".
"O governo não foi derrotado. Com absoluto rigor, tivemos 56% dos votos. Só que o regimento exigia 60%. Faltaram alguns votos. Os que saíram vitoriosos foram minoritários porque obtiveram 44%. Nosso regime é democrático e cabe ao governo aceitar o resultado e se ajustar", afirmou Alencar, após cerimônia em homenagem ao Dia do Marinheiro.
Alencar substitui o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que está em viagem à Venezuela ---onde tem encontros bilaterais com o presidente venezuelano, Hugo Chávez.
Nesta madrugada, o plenário do Senado rejeitou a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da CPMF com 34 votos contrários, 45 favoráveis e nenhuma abstenção. Para aprovar a proposta, eram necessários 49 votos.
"É preciso que haja um acatamento [da decisão do Senado, que rejeitou a prorrogação]. Vamos nos ajustar da melhor maneira possível tentando evitar prejuízo para áreas prioritárias, principalmente a da saúde e social. A prioridade numero um é a manutenção da estabilidade monetária, porque não podemos fazer com que esse acontecimento prejudique o assalariado", afirmou o presidente em exercício.
Alencar disse ainda que a "prioridade absoluta é ajustar de tal forma que não haja o retorno da inflação".
O presidente em exercício não detalhou as eventuais conseqüências do fim da cobrança da CPMF para o Orçamento de 2008. "Vamos ter de continuar atentos à questão do equilíbrio fiscal e orçamentário porque ele é o responsável maior pelo fim da inflação", disse ele.
Segundo Alencar, os seis senadores da base aliada que votaram contra a CPMF não serão punidos pelo governo. "[As punições] não são marca do nosso governo, que respeita o próximo", disse ele.
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Solicito a ampliação da matéria sobre os vice-prefeitos da cidade, incluindo TODOS os partidos que participam das eleições e não somente alguns partidos. Faz parte da democracia ouvir todas as propostas e conhecer todas as forças políticas.
Cristiane
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