Brasil
13/12/2007 - 15h04

Mantega diz que saúde será área mais afetada com fim da CPMF

ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília

O ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou nesta quinta-feira que a saúde será a área mais afetada com o fim da cobrança da CPMF (Contribuição Provisória para a Movimentação Financeira) a partir do ano que vem. Outro programa afetado será a redução de tributos que incide sobre a folha de pagamento, medida que o governo anuncia há meses, mas que nunca foi concretizada.

"O maior prejuízo ficou para uma área muito sensível para a população brasileira, que é a saúde. Esse segmento iria receber recursos adicionais. Em um primeiro momento essa área ficou prejudicada. Então não vou garantir aqueles programas que haviam sido estabelecidos", afirmou.

A regulamentação da emenda 29 foi aprovada em outubro durante as negociações para a prorrogação da cobrança da CPMF. O setor teria R$ 24 bilhões a mais nos próximos quatro anos. No texto aprovado pela Câmara dos Deputados, esse adicional era um percentual da arrecadação da CPMF. "A regulamentação dizia que X por cento da CPMF seria acrescentado à saúde. Como nós não temos CPMF, nós não temos o que acrescentar."

Outro programa afetado, segundo o ministro, será a redução de impostos dentro da revisão da política industrial. Essas medidas contemplariam os setores que têm a capacidade de movimentar diversos segmentos da economia e, entre elas, estaria a desoneração da folha de pagamentos.

Embora tenha elegido o setor mais afetado, o ministro afirmou que as medidas completas para compensar o fim da CPMF serão anunciadas apenas na próxima semana após aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, disse que os programas sociais serão mantidos.

Em entrevista que durou apenas 20 minutos, ele mudou o discurso e afirmou que o fim do "imposto do cheque" não irá afetar o crescimento da economia. A arrecadação prevista do tributo era de R$ 40 bilhões.

"Não será a não-aprovação da CPMF que irá prejudicar esse andamento. Se alguém tinha a intenção de atrapalhar esse cenário positivo da economia, está enganado. Tomaremos todas as medidas necessárias para que esse cenário positivo continue em curso", afirmou.

Disse ainda que o superávit primário --economia feita para o pagamento de juros-- de 3,8% do PIB (Produto Interno Bruto) será mantido.

Durante as negociações para a aprovação da CPMF, repetiu por diversas que o fim dela seria prejudicial para a economia porque estimularia a sonegação, elevaria os juros e faria com que o governo cortasse investimentos. Além disso, afirmou que o país perderia credibilidade porque o equilíbrio fiscal estaria comprometido.

Comentários dos leitores
Cícero Ferreira (3) 18/07/2008 19h20
Cícero Ferreira (3) 18/07/2008 19h20
CRUZEIRO / DF
A maior injustiça é a desigualdade de tratamento as pessoas que cometem crimes, pois não existe seriedade quando se trata de punição a pessoas com poder aquisitivo alto, porquanto a lei é prevista para todo mundo independente de status social, mas o que se tem visto é um verdadeiro mar de lama em todos os segmentos no que diz respeito aos três poderes. Infelizmente existem semi-deuses da terra que não são imparciais nas suas decisões. Apelam para o lado pessoal e que muitas pessoas são execradas e rechaçadas por uma sociedade corrupta e podre e como já dizia, na década de 40, o Presidente Francês De Gaulle:"O brasil não é um País sério". Será que ele tinha razão? sem opinião
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Nilson Carletti (1) 11/07/2008 20h02
Nilson Carletti (1) 11/07/2008 20h02
CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM / ES
Cara Andreza; Como assim altos sálarios?? Você já ouviu falar de numa segunda categoria de funcionários do Banco do Brasil apelidados de genéricos? Se tratam de funcionários concursados que fazem exatamente o mesmo trabalho dos outros anteriores a 98 ganhando muito menos, poisé acho que isso fere a constituição, só pra melhor te informar o sálario de um posto efetivo desses liquido é em torno de R$900,00, acha alto? Bom se estiver lendo isso, obrigado pela atenção, e conta com você como jornalista pra dar essa força para nós trabalhadores, obrigado. sem opinião
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vicente b. neto (1) 10/07/2008 18h48
vicente b. neto (1) 10/07/2008 18h48
SAO PAULO / SP
Se a Folha tem o nome do parente do jornalista que trabalha na Polícia Federal, pq não divulga e assim termina com essa polêmica, onde quem perde é o povo? sem opinião
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