Brasil
13/12/2007 - 17h23

Governo manda ministros recalcularem gastos e critica oposição por fim da CPMF

Publicidade

RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O governo determinou que todos os ministros refaçam os cálculos de previsão de gastos para 2008 e apresentem as conclusões o mais rápido o possível. A orientação é para que eles indiquem os setores que podem sofrer cortes. É que o governo ficará sem R$ 40 bilhões que a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) arrecadaria só em 2008.

A idéia é apresentar esse relatório até o começo da próxima semana para depois levá-lo ao ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva --que está hoje em viagem na Venezuela. Até lá, interlocutores do presidente evitam sinalizar novas propostas.

O ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) defendeu que o governo e seus aliados façam uma revisão sobre eventuais equívocos cometidos ao longo das negociações com o Congresso. Para ele, houve erros de avaliação que devem ser corrigidos a tempo de aprovar o Orçamento Geral da União para 2008.

"O governo talvez tenha errado porque subestimou [a discussão política] e nós nos deparamos com a briga de poder", afirmou Múcio. "Nós perdemos para nós mesmos porque os votos que faltaram, nós considerávamos dos nossos aliados", disse ele.

O comentário do ministro foi uma referência à votação da prorrogação da CPMF (Contribução Provisória sobre Movimentação Financeira), rejeitada com 45 votos favoráveis e 34 contrários. Para ser aprovada, precisava de ao menos 49 votos favoráveis.

Ataques

Sem citar o DEM e PSDB, Múcio atacou a oposição. Segundo ele, a derrota do governo será pedagógica. Mas criticou os que dificultaram as negociações sem pensar nas conseqüências do fim da cobrança do imposto. "Existe uma minoria que não pensa nas próximas gerações, mas nas próximas eleições", afirmou ele.

Indiretamente, o ministro elogiou a atuação dos governadores do PSDB principalmente José Serra (São Paulo) e Aécio Neves (Minas Gerais). Porém, evitou mencioná-los claramente, referiu-se a ambos como "nomes mais expressivos da oposição" que trabalharam pela aprovação do "imposto do cheque".

Segundo Múcio, apesar do esforço dos governistas, há um grupo de parlamentares que não se sensibiliza com argumentos nem necessidades. "Existem dois grupos de brasileiros, aqueles que trabalham pelo quanto melhor, melhor. E, aqueles que preferem o quanto pior, melhor", afirmou ele, referindo-se à oposição.

Para o ministro, a idéia de convocação extraordinária do Congresso para votar o Orçamento deve ser descartada. Segundo ele, o período do recesso parlamentar ---parte de dezembro e janeiro inteiro-- deve ser utilizado para reflexão. "Acho que a convocação será sem efeito. Dezembro e janeiro servirão para cada um fazer sua reflexão", afirmou.

Comentários dos leitores
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
É errado fazer essa divisão de quem merece mais ou quem merece menos, pois, a princípio, todos os partidos são iguais. No entanto, nós sabemos disso, que, se o DEM ou o PSDB estivesse no poder, ele também iriam fazer a mesma coisa. Isso sempre existirá nessa política pobre que é a brasileira. sem opinião
avalie fechar
Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
VIVA O PMDB: ESTÁ SEMPRE PRONTO PARA PREJUDICAR O POVO. QUE SAUDADE DE ULISSES
GUIMARÃES. O povo Brasileiro não aguenta mais.
sem opinião
avalie fechar
osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
Tentem diminuir os cargos públicos nomeados que sobrara dinheiro mesmo sem aumentar os impostos sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (6950)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca