Brasil
13/12/2007 - 18h01

Mercado e governadores reagiram mal à derrota da CPMF, diz Múcio

RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília*
Agência Brasil

O ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) disse que o mercado financeiro e os governadores de Estado reagiram mal à derrotada da proposta de prorrogação da CPMF. O plenário do Senado rejeitou ontem a proposta. Com isso, a CPMF deixa de ser cobrada a partir de 1º de janeiro.

"É um momento de aflição. O mercado começa a responder. Os governadores ligaram preocupados nesta manhã. É um dia nervoso", disse ele.

Múcio se referiu à alta do dólar e queda da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). O dólar comercial foi negociado a R$ 1,783, alta de 0,39%, nas últimas operações desta quinta-feira. A Bovespa acelerou o ritmo de queda no pregão de hoje e fechou com baixa de 2,9%.

Apesar da reação negativa, Múcio negou a intenção do governo de reeditar a CPMF. "Não é pensamento do governo reeditar a CPMF. Por decisão democrática, a CPMF será encerrada no dia 31 de dezembro", afirmou.

Pela manhã, Múcio participou de uma reunião de emergência comandada pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) com a equipe econômica para avaliarem os efeitos do fim da CPMF e os cortes na proposta orçamentária.

Governadores

A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), considerou "lamentável" o resultado da votação no Senado que rejeitou prorrogação da CPMF. "O que aconteceu, infelizmente, é que uma parte dos senadores preferiu votar achando que, com isso, estão inviabilizando o governo do presidente Lula. E não votaram pela saúde e pelo Brasil", afirmou.

A governadora disse esperar que os estados, principalmente os mais carentes, nos quais a população é mais dependente do SUS [Sistema Único de Saúde], não fiquem prejudicados.

O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), disse hoje que é "hora de catar os cacos". "Nesse momento é hora de catarmos os cacos, de sentarmos à mesa novamente e construir um entendimento", respondeu ele ao ser questionado sobre um possível impacto negativo da decisão do Senado para os Estados.

Aécio disse que o importante é procurar uma solução para o financiamento da saúde. Eu "Acho que o ocorrerá agora é o reinício das negociações. Uma ampla negociação pode permitir que o Brasil não sofra problemas maiores na área da saúde. A única preocupação que eu tenho é a falta de investimento na saúde."

Segundo ele, esse entendimento pode ser construído em janeiro --quando o governo deve buscar acordo para aprovar uma nova proposta de Orçamento. "Acho que é possível, a partir de janeiro, termos uma solução definitiva para o financiamento da saúde no Brasil."

Comentários dos leitores
T. Morimoto (235) 24/09/2008 00h00
T. Morimoto (235) 24/09/2008 00h00
À folha Online e ao UOL: Peço obséquio de colocar novamente em destaque, pra discussão, o famigerado CSS/CPMF. Estão esquecendo disso!!! As eleições só interessam pra políticos, pois seja quais forem os eleitos, tudo vai continuar como antes. Nem adianta discutir política, porque, "SEMPRE CADA POVO TERÁ O GOVERNO QUE MERECE". Mas, tributos, seja a que título for, interessa sim, a todos consumidores finais (todos nós), porque virão embutidos nos preços finais de tudo. Os ricos, nem vão se importar em pagar isso, mas os pobres sofrerão, pois pagarão os mesmos preços que os ricos (consumidores finais). sem opinião
avalie fechar
Cícero Ferreira (5) 13/09/2008 23h06
Cícero Ferreira (5) 13/09/2008 23h06
Esse caso de invasão de privacidade no STF NÃO SERIA um desvio do foco da prisão e do HABEAS CORPUS dado ao Sr Daniel Dantas? Acho que até a imprensa caiu no conto do vigário: lamentável. sem opinião
avalie fechar
Cícero Ferreira (5) 12/08/2008 18h08
Cícero Ferreira (5) 12/08/2008 18h08
Houve uma luta tão grande pela democracia: derramamento de sangue, apelos â imprensa,etc. Muitos que foram exilados ou posso dizer, todos, retornaram ao País com o fim da ditadura, assumiram o governo e praticaram uma verdadeira carnificina. Quantos inocentes morreram na miséria, na pobreza, principalmente, antes do governo LULA, ou seja, desde 1988 até o governo de Fernando Henrique Cardoso. Vejam, todos que se diziam democráticos, se utilizaram desse nome para se envolver em corrupções, máfia, milícias, etc, ou seja, além de usar de manhas e artimanhas para se elegerem, se utilizam de barganhas para se beneficiarem diante pessoas inocentes, ignorantes, sem conhecimento de causa. Existem um verdadeiro "MAR DE LAMA", infelizmente, nos tres poderes, porquanto esse alicerce foi abalado pela invasão de corruptores e corruptos que pouco estão se importando o q a imprensa irá divulgar, na certeza da impunidade para os de grande poder aquisitivo. Onde está o princípio da igualdade? Vejam, hoje, a violência aumentou assustadoramente. Tem gente morrendo como morre um inseto. O ser humano perdeu o seu devido valor. Façam uma enquete sobre o percentual de simpatizantes querendo a volta do antigo regime e tire suas conclusões. Assessores do Daniel Dantas disse na gravação q o problema não está no STJ ou no STF, mas sim, na 1ª instância. A quem podemos apelar? A quem podemos confiar? Creio q o Poder Judiciário já foi abalado, perdeu sua credibilidade. Fica aí a minha indignação. Obrigado 13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (6835)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca