Após extinguir CPMF, tucanos defendem entendimento com o governo
da Folha Online
Após rejeitar a PEC (proposta de emenda constitucional) que prorrogava a cobrança da CPMF até 2011, os tucanos passaram o dia defendendo a construção de um canal de diálogo com o Planalto. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso --principal articulador do voto contrário à CPMF da bancada tucana no Senado--, divulgou nota dizendo que chegou o tempo de governo e oposição deixarem de lado as "picuinhas"
"O mais importante a salientar é que chegou a hora de colocar, na ordem do dia, a reforma tributária --e fiscal, porque não se pode discutir a receita sem debater o gasto). É o momento de governo e oposição, pensando no Brasil, deixarem de lado as picuinhas e se concentrarem na análise e deliberação do que é necessário fazer", diz FHC em nota.
Para atender às reivindicações dos governadores de mais recursos para a saúde, FHC afirmou que é preciso "conciliar os dois lados de uma só e mesma equação: aliviar a carga tributária e melhorar a qualidade do nosso sistema tributário, para aumentar a capacidade de crescimento do país; de outra, assegurar recursos para a saúde e as demais áreas sociais, não apenas no nível federal, mas, sobretudo, no nível estadual".
Na nota, FHC afirma que a população está cansada do peso da tributação. "Há tempos que a cidadania cansou de pagar tributos, ainda mais agora, em um momento em que a conjuntura econômica e a situação das finanças públicas permitem avançar na discussão racional da receita e do gasto dos governos. [...] O governo parece não ter compreendido esse fato."
O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), que chegou a defender a prorrogação da CPMF junto aos senadores tucanos, também defendeu o diálogo entre as partes. "O que eu posso dizer é que espero que possa haver agora a serenidade e tranqüilidade para que um entendimento entre o governo federal e o Senado da República possibilite a garantia do financiamento da saúde e o seu alargamento a partir do próximo ano, mesmo com uma noventena, um interregno, na cobrança."
"Portanto, é preciso que, o mais rapidamente possível, ou nessas duas próximas semanas, ou no início de janeiro, haja um novo entendimento entre Senado e governo federal. Mas agora, caberá ao Senado definir", disse Aécio.
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Especial


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Saiba que o respeito bastante e gostaria de pedir desculpas pela minha truculência. Porem discordo totalmente do senhor sobre a diferença entre qualidade de vida na época de FHC e nos dias atuais.
Sds
M Mig
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