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Brasil
14/12/2007 - 14h08

Líderes de oposição já admitem criação de nova CPMF em 2008

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A oposição já admite rediscutir a implementação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) depois de ter derrubado a manutenção do "imposto do cheque" no plenário do Senado nesta semana. Nos bastidores, líderes do DEM e do PSDB acenam com a possibilidade de negociar com o governo a recriação da CPMF em 2008, desde que a mudança ocorra no âmbito da reforma tributária a ser enviada ao Congresso.

O senador Heráclito Fortes (DEM-PI) disse que apesar da postura contrária do DEM à CPMF, o partido aceitar negociar o seu retorno --se o governo firmar o compromisso de mudar a sua estrutura. "No formato atual, o próprio presidente Lula não aceita o retorno [da CPMF]. Agora, pode, se colocar um botox e tirar umas gordurinhas", ironizou o democrata.

O senador não considera, porém, que a rediscussão da CPMF seja um "recuo" da oposição --especialmente da bancada do DEM, que desde fevereiro firmou posição contrária à matéria.
"Não é um recuo, vamos manter a nossa bandeira de luta. O mal do governo foi não querer uma relação institucional e partir para o ataque contra a oposição."

Segundo Heráclito, a reforma tributária é um compromisso não cumprido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde a sua primeira eleição --por isso deve agora sair do papel. "A raiz da questão é a reforma tributária. Por que o governo não pediu a prorrogação da CPMF por apenas um ano, para depois discutirmos a reforma tributária? Eu sugiro que se vote a reforma nos primeiros três meses do ano que vem", afirmou.

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) ironizou o retorno da CPMF depois de sua derrota no plenário do Senado. Mas saiu em defesa do envio da reforma tributária ao Congresso --inclusive com a rediscussão do "imposto do cheque" no âmbito da reforma.

"A CPMF como imposto permanente dentro da reforma tributária, claro que é possível. Mas o retorno da CPMF [isoladamente] é irracional, não dá para entender. Eu acho que morreu, não tem mais o que fazer", disse.

Na opinião do peemedebista, a oposição agiu somente com "emoção" ao derrotar a prorrogação do "imposto do cheque" no plenário. "Pessoas racionais e serenas como o governador José Serra [PSDB-SP] sabem da importância da CPMF."

Simon, que já havia declarado o voto contrário à prorrogação do "imposto do cheque", admitiu que mudou de idéia momentos antes da votação depois que o governo acenou com modificações na estrutura da CPMF --como repassar integralmente seus recursos à saúde e prorrogá-la por somente mais um ano.

"O governo fez um ato de contrição e mudou tudo. Ainda dava tempo de negociar. Aqui no Congresso já fizemos mudanças radicais de última hora", afirmou.

Comentários dos leitores
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
É errado fazer essa divisão de quem merece mais ou quem merece menos, pois, a princípio, todos os partidos são iguais. No entanto, nós sabemos disso, que, se o DEM ou o PSDB estivesse no poder, ele também iriam fazer a mesma coisa. Isso sempre existirá nessa política pobre que é a brasileira. sem opinião
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Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
VIVA O PMDB: ESTÁ SEMPRE PRONTO PARA PREJUDICAR O POVO. QUE SAUDADE DE ULISSES
GUIMARÃES. O povo Brasileiro não aguenta mais.
sem opinião
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osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
Tentem diminuir os cargos públicos nomeados que sobrara dinheiro mesmo sem aumentar os impostos sem opinião
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