Tatto defende alternativas para compensar fim da CPMF
CRISTIANE CAPUCHINHO
Colaboração para a Folha Online
O candidato à presidência do PT, Jilmar Tatto, disse neste domingo que o governo federal terá que buscar uma alternativa para compensar a perda da arrecadação com o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). O petista descartou a possibilidade de retirar recursos de programas sociais ou da saúde para equilibrar o Orçamento de 2008.
"O governo terá de buscar uma alternativa. O que não pode é tirar dinheiro da área social. A saúde não pode ser prejudicada. Acho que o governo poderia aproveitar o momento e taxar os ricos, as grandes heranças", sugeriu Tatto, após votar nas eleições internas do partido, em São Paulo.
O Senado rejeitou a prorrogação da cobrança da CPMF na madrugada da última quinta-feira. O governo precisava de pelo menos 49 favoráveis à emenda constitucional, mas apenas 45 senadores votaram a favor da medida e 34 contra. O governo previa uma arrecadação de R$ 40 bilhões em 2008 com a contribuição.
Tatto também criticou os senadores da base aliada que votaram contra a prorrogação da CPMF.
"Como é que você tem uma base aliada com 57 votos e perde a votação? É um problema de coordenação dos partidos. Por isso é que você tem que ter partidos fortes, para que os senadores votem segundo orientação partidária", afirmou Tatto, ao ressaltar que base aliada é uma construção política. "Não se dá por decreto", completou.
Além dos 27 parlamentares do DEM e PSDB, os senadores Mão Santa (PMDB-PI), César Borges (PR-BA), Geraldo Mesquita (PMDB-AC), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), José Nery (PSOL-PA), Romeu Tuma (PTB-SP) e Expedito Júnior (PR-RO) votaram contra a prorrogação da contribuição.
"O que não pode é que eles [base aliada] participem do governo, tenham as benesses e não votem com o governo", criticou Tatto.
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